Por Rodrigo Tosta – ironguides coach, Rio

De uma forma geral, todos os atletas buscam estar o mais bem preparado possível para suas competições. Sonham em fazer daquela prova um momento “mágico”, o qual conseguem um desempenho espetacular, tanto físico quanto psicológico, sem nenhum erro, de uma maneira excepcional e natural. E é nesse dia que, geralmente, os atletas conseguem seus recordes pessoais e, muitas vezes, superam suas expectativas. Esse momento crucial, em que o atleta e seu técnico trabalham duro na busca da excelência, é o que chamamos de “pico de performance”.

Para alcançar o pico de performance, é preciso que o atleta estabeleça objetivos e tenha autodisciplina para alcançar essas metas. Os objetivos devem ser estabelecidos bem cedo na temporada e devem ser baseados em performances do passado, capacidade física e opinião de um técnico (se possível). Os objetivos não devem ser absolutos e podem sofrer ajustes durante a progressão dos treinos.”

Dentro dos métodos mais tradicionais de treinamento, o processo do pico acontece através do aumento gradual da distância e intensidade, com uma fase final de treinos para trabalhar velocidade e técnica, e treinos que simulam situações e intensidade dessas corridas. Durante a semana de descanso ou polimento, o corpo é recarregado com energia e, psicologicamente, o atleta estará “faminto” para competir e dar o melhor de si. Esse pico de performance poderá acontecer entre uma e duas vezes por temporada. Fazer um planejamento de pico é extremamente difícil por causa do congestionamento nos calendários das corridas e também das variedades delas, além das nuances e contratempos ocorridos na vida de todos os atletas, principalmente os amadores.

É exatamente por isso que existem linhas de pensamento que confrontam, de certa forma, esse tipo de abordagem na busca do pico de performance. O “Método”, filosofia de treinamento utilizada pela ironguides é uma dessas linhas de pensamento.

Na ironguides, acreditamos que podemos ter vários picos de performance durante o ano e isso se dá em função de uma grande consistência durante o treinamento e da exaustiva repetição das séries de exercícios, migrando o foco durante o ano dentro das valências físicas que chamamos de 5 sistemas (Força, Velocidade, Tolerância ao Lactato, Endurance e Habilidades Motoras). Assim, podemos manter sempre um bom nível de treinamento e enquanto treinamos um sistema, os outros descansam.

Existem muitos benefícios provenientes desse tipo de abordagem. Como benefício mental, podemos dizer que dessa forma somos capazes de competir com mais frequência. Isso gera um maior aprendizado em função das experiências vividas, já que podermos testar várias estratégias diferentes de prova até encontrar a que melhor se adapte. Além disso, podemos diminuir a pressão que pesa sobre os ombros dos atletas que “miram” apenas uma única prova durante o ano. Essa diminuição da pressão deixa o atleta mais relaxado para desempenhar todo seu potencial e ensina que toda prova deve ser tratada apenas como mais uma prova e não como a mais importante.

Um fato que nos fez perceber isso, nitidamente, foi quando, nas últimas Olimpíadas em Londres, a triatleta suíça Nicola Spirig (campeã olímpica em 2012) estava fazendo um treino intenso e relativamente longo na véspera da prova. Vendo isso, perguntaram ao seu treinador o que ela estava fazendo e se ela não deveria descansar. Ele respondeu: “A prova milionária de Hy-Vee acontecerá em 3 semanas”. Ou seja, até mesmo uma Olimpíada deve ser encarada apenas como mais um evento.”

A campeã olímpica, Nicola Spirig / @Delly Carr

Como benefício físico, podemos dizer que a diferença entre competir com apenas um ou dois dias de treinos mais leves ao contrário de uma semana é pequena em termos de resultados (cerca de 5%), porém, o atleta não vai conseguir ir além do seu limite durante a prova, acelerando assim o processo de recuperação. Quando os atletas estão muito descansados e, logicamente, com um ótimo condicionamento, seus corpos, muitas vezes, vão além dos limites na busca dos melhores resultados e isso gera um estresse fisiológico muito grande, necessitando de um longo período de recuperação. Podemos fazer a seguinte analogia: se você passar uma faca afiada na palma de sua mão, provavelmente, fará um grande corte, que demorará a cicatrizar e talvez você fique com a marca do ferimento por muito tempo. Agora, se você esfregar sua unha na palma da sua mão, você apenas vai promover uma vermelhidão ou um arranhão. Se fizer isso por vários dias seguidos, você tornará a pele da palma da mão mais grossa, áspera e “forte”. É exatamente assim com o treinamento. Se você treinar ou competir de forma muito intensa, pode se machucar seriamente e a recuperação poderá ser muito demorada, enquanto, treinando ou competindo com algum nível de fadiga, você impede que isso ocorra, pois seu corpo não conseguirá ir além do limite.

Com um ou dois dias antes e depois de uma prova, totalizando quatro dias de descanso (fora o dia da prova), ao contrario de cinco a sete dias antes e três dias depois, conseguimos manter a consistência geral dos treinos (esfregar a unha na palma da mão por vários dias). Mas tenha em mente que competir sem muito polimento é como um motor a diesel. Requer um melhor e mais longo aquecimento! Tenha paciência durante a parte inicial da prova ou faça um bom aquecimento e verá os resultados!

É possível continuar treinando até mesmo no dia antes e no dia seguinte à prova, contando que seja um sistema não usado pelo atleta no dia da prova. Como exemplo, podemos citar um longo de natação, no dia antes ou depois de um short Triathlon ou até mesmo tiros anaeróbios de natação no dia depois para ajudar na recuperação, além de ser uma intensidade não usada durante a prova pela maioria dos atletas amadores. Outra história que comprova essa tese: em 2007, no dia seguinte ao Ironman Brasil, estávamos no almoço de premiação e o Reinaldo Colucci (segundo colocado e melhor brasileiro na prova) havia acabado de chegar de um treino de duas horas de ciclismo.

Experimente ser muito consistente em seus treinos, sempre alternando a ênfase dentro dos 5 sistemas e verá que estará sempre pronto para competir e performar bem.”

Bons treinos!

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Rodrigo Tosta, Coach ironguides

 

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