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Digite como um ser humano: a natação para Triathlon muito além do óbvio

Allun Woodward, técnico da ironguides, analisa a natação no Triathlon e discute como erros comuns ensinados em piscinas por todo mundo acabam fazendo os triatletas não atingirem seu potencial em águas abertas.

Se você é como a maioria dos triatletas amadores, um dos aspectos mais desafiadores (e frustrantes) do seu treinamento é como melhorar seu desempenho na natação. Para muitos atletas, a grande questão que emerge quando eles adquirem habilidades básicas na água é a seguinte: Por que eu não consigo nadar mais rápido nas provas? Para responder essa pergunta, precisamos entender as diferenças entre a natação na piscina e a natação em águas abertas para o Triathlon, que são muito diferentes.

Inicialmente, é importante reconhecer que natação em águas abertas não é o mesmo de estender sua raia de 25m para 1500m, com águas tranquilas, cordas do lado e marcações no fundo (como alguns treinadores têm sugerido). Ao invés isso, a natação em águas abertas é, como muitos dos triatletas já perceberam, uma experiência conturbada e sem padrões. Isso faz com que muitas das regras que aprendemos na piscina sejam violadas! Você já conseguiu nadar por muito tempo com uma braçada delicada, alongada e bem pensada em uma competição de Triathlon?

Normalmente, esses momentos “piscina” nas provas não duram mais que 10 segundos! Na maior parte do tempo, parece que há alguma coisa o impedindo de progredir, como uma âncora. Ventos, marolas, ondas, trombadas, braçadas, outros atletas atropelando, nadadores batendo o pé em você, enfim, tudo tende a impedir suas braçadas. A impressão é de estar nadando em uma máquina de lavar roupas, com desacelerações a cada braçada. Devido a esse desafio constante, a verdade é que, para melhorar a natação em provas de Triathlon, é necessário, muitas vezes, fazer exatamente o oposto do que aprendemos a fazer na piscina.

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Na natação tradicional, somos impelidos a emular os melhores nadadores do mundo, que conseguem nadar como um golfinho após treinarem a vida inteira com, no mínimo, dois treinos por dia. Esses nadadores conseguem recrutar grandes músculos, mantendo a técnica e a fluidez do nado. O que poucos se lembram é que esses nadadores trabalharam duro durante toda a vida para desenvolver um nível de condicionamento aeróbico, além de um conjunto de força e recrutamento muscular específico para natação, extremo. Esses níveis estão muito acima das possibilidades de um triatleta, até mesmo dos melhores profissionais! (afinal eles não se dedicaram toda a vida a um único esporte, tampouco para nadar 100m ou 200m em ma competição). Pedir para um triatleta nadar como os melhores nadadores, sem considerar as capacidades aeróbicas e musculares específicas dos triatletas, é como pedir um golfinho para digitar como um ser humano!

Um triatleta amador típico tem seu condicionamento orientado para “passar” por uma determinada distância (normalmente longa). Se você não tem um histórico de natação em sua vida, especialmente na infância e adolescência, da mesma forma se você desenvolveu sua natação baseada em educativos para técnica de piscina, deve ter aprendido a poupar energia usando uma braçada delicada, alongada e consciente. Sua braçada na piscina parece ser eficiente, com cotovelos altos, bastante deslize e o corpo bem alinhado. No entanto, quando vai para águas abertas, você tem dificuldades para manter sua potência e, consequentemente, velocidade. Nada mais é do que o resultado do constante acelera-desacelera-acelera da natação no Triathlon, o que gasta muita energia, especialmente porque não treinamos para isso.

A abordagem de “máximo deslize por braçada”, que é ensinada na piscina, funciona bem, a princípio (principalmente para nadadores). Com a rápida aceleração das viradas na parede da piscina a cada 25m ou 50m, absolutamente nada para perturbar a sua técnica, e concentração total no nado, é possível fazer bastante progresso em termos de tempo, como acontece com muitos triatletas.

Mas, ao aplicarmos essa abordagem em águas abertas, nos deparamos com diversas forças que nos fazem desacelerar: ondas, outros atletas, correntes, enfim, uma série de fatores que tornam cada braçada uma luta. A braçada longa, neste caso, se torna um empecilho. Quanto mais longa e deslizante, mais estamos sujeitos a essas obstruções na água. Cada milisegundo é mais uma oportunidade de afundar. Sem uma preparação adequada para suportar reacelerações e desacelerações, logo ficamos cansados e passamos para o “modo de sobrevivência”.

Mas, como podemos superar esse problema sem aumentar nosso volume na piscina? A resposta é aprender a braçada para águas abertas.

Técnica de natação para o Triathlon

Sem dúvida, os melhores nadadores do mundo têm um nado bonito, com braçadas alongadas, suaves e poderosas, sem muito esforço (eficientes). Como triatletas, podemos aprender muito para melhorar nossa performance, como nadar relaxado, puxar corretamente e fazer a recuperação de braço de forma eficiente. Mas, além disso, é melhor abandonar algumas características da braçada dos nadadores de piscina, já que a técnica deles é específica para um ambiente controlado, com um atleta em cada raia e, usualmente, em uma distância bem menor do que no Triathlon.

Para a natação no triathlon, precisamos de uma técnica que seja rápida e eficiente, mas que também nos permita navegar pelas condições caóticas das águas abertas. Essa braçada não pode ser facilmente obstruída por outros nadadores e ainda tem que fazer você guardar energia para o pedal e para a corrida.

Eficiência na água

As braçadas longas dos grandes nadadores de piscina estão baseadas na geração de muita potência para manter o deslize, o que só diminui nossas reservas de energia logo no início de uma prova de Triathlon. Mesmo com a habilidade de gerar essa potência, a técnica tradicional nos deixa mais vulneráveis a distúrbios, como já mencionei. Por isso, em águas abertas, a braçada deve ser curta, rápida e contínua, visando minimizar as interrupções em nosso progresso – o que é exatamente o oposto da visão que se tem na piscina.

Treinamento de natação para o Triathlon

Para treinar especificamente para a natação do Triathlon, precisamos nos afastar um pouco dos treinos típicos prescritos por técnicos de piscina, especialmente no que se refere à técnica. Técnicos de natação tendem a gastar a maioria do tempo em treinos de técnica para fazer o nadador deslizar mais, reduzir o número de braçadas e aumentar sua extensão. No entanto, como triatletas, precisamos focar em:

  1. Uma entrada forte para acelerar cada braçada, usando grupos musculares grandes como os peitorais para nos impulsionar;
  2. Aumentar a frequência de braçadas (braçadas por minuto) para podermos nos mover mais rapidamente de braçada em braçada e reduzir a interferência externa;
  3. Eliminar pontos mortos em nossa braçada, evitando contribuir para os fatores que nos fazem empacar durante a natação.

Ao mudar o foco nos treinamentos de natação, é possível melhorar a performance e ainda gastar menos energia, o que tem um impacto significativo na bike e na corrida (os nadadores não precisam pedalar e correr depois, lembre-se disso). Com menos fadiga após sair da água, seu nível de energia estará mais alto para o restante da prova.

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Como desenvolver essa técnica?

Acostumar-se a uma nova técnica demanda tempo, já que nossos controles cerebrais precisam reaprender como controlar nossos músculos. Dependendo de nossa experiência na água (ou na falta dela!), definimos padrões motores que agora precisam ser alterados para as águas abertas. E isso é muito difícil, especialmente para quem já nada há muito tempo.

Para que tudo funcione, é necessário garantir que o corpo não esteja cansado ao treinar a nova técnica. Tente nadar pela manhã ou, pelo menos, faça a natação o primeiro treino do dia. Se o corpo estiver cansado, o cérebro vai facilmente se lembrar dos velhos e automáticos padrões, contribuindo para a técnica antiga, mas pouco ajudando a desenvolver a nova técnica.

Como a fadiga é tão relevante, os treinos devem ser curtos e divididos em pequenos blocos que possam ser facilmente controlados. Dessa forma, é possível focar na nova técnica com alto grau de concentração por curtos períodos de tempo. Grandes intervalos entre esses esforços permitem que você se recupere totalmente e retorne com concentração máxima, ajudando a desenvolver a nova técnica.

O volume total de cada treino também é muito importante. O que importa mesmo é quanto conseguimos nadar com a nova técnica. Assim, 1.000m com boa técnica para águas abertas são melhores do que 3.000m em séries voltadas para técnica de piscina. Lembre-se que o cansaço o leva á técnica antiga!

Uma última coisa a ser considerada é o número de vezes que você nada por semana. Você irá acelerar seu processo de aprendizado se cair na piscina várias vezes, mesmo que seja para nadar apenas 1.000m. Assegure-se de não ficar mais de dois dias consecutivos sem contato com a água.

Em resumo

  • Nade quando estiver descansado! Pela manhã ou o primeiro treino do dia;
  • Menos é mais! Mantenha as séries pequenas o suficiente para manter a boa técnica;
  • Nade com frequência! Mantenha seus treinos curtos e regulares. Não permaneça mais de dois dias sem nadar.

Nenhum treinamento de natação é completo sem detalhes para ilustrar a técnica correta que devemos perseguir. No entanto, por causa da dificuldade de dominar novas habilidades na água, é difícil focar em mais de um novo movimento de cada vez. Por isso, é necessário incorporar os pontos citados abaixo um de cada vez. Ao se tornar familiar com um aspecto do seu novo nado, evolua para o próximo.

Entrada das mãos

Em cada braçada, entre primeiro a ponta dos dedos na água e depois “envie” seus dedos abaixo em trajetória ao fundo da piscina. Ao entrar com os dedos na frente e apontar o braço para o fundo e não para a frente, você se força a iniciar a puxada imediatamente, reduzindo o deslize.

Se você faz a entrada com muito cuidado, com muita técnica, vai acabar gastando energia desnecessária, já que perderá o momento de força da braçada. Desenvolva a capacidade de entrar seu braço firmemente e com segurança, ou seja, sem hesitar. É importante não espalmar a superfície da água, tanto com a mão quanto com o braço. Pense em seu braço como uma extensão de seus dedos, sendo puxado na mesma direção, como o vagão de um trem. É importante que sua entrada seja forte porque isso ajuda a manter sua puxada rápida e forte. E lembre-se: sem deslizar!

Uma vez que sua mão estiver na água, imagine moedas nas pontas de seus dedos. Você deve fazer uma força constante contra a água para as moedas escaparem de seus dedos. Use essa analogia para eliminar qualquer deslize morto que ainda houver em seu nado, e tente garantir um ritmo constante e contínuo em suas braçadas. Seus braços sempre estarão se movendo na água e, imediatamente após entrarem, já estão puxando a água. Um resultado interessante dessa abordagem é que o tempo de cada braçada é reduzido à medida que um dos braços está sempre puxando. Não há deslize!

Sem o componente do deslize, suas braçadas terão, necessariamente, que acelerar. Com isso, o ciclo rápido se torna mais natural e menos robotizado. Quanto mais você conseguir manter o momento da força, melhor tende a ser sua próxima braçada, garantindo que toda a força seja aplicada para levá-lo para frente, sem aquele anda e para do nado com deslize em águas abertas.

 Puxada

Agora que sua mão entra corretamente, você precisa desenvolver o que vem depois. Após começar a puxar a água “com moedas em seus dedos”, puxe para trás de forma reta e forte. Imagine seu braço em volta de um barril quando você inicia o movimento. Uma boa forma de treinar a força desse movimento é incorporar intervalos de nado de “polo aquático” em seus treinos. Na ironguides, usamos bastantes treinos com pequenos palmares, assim você pode treinar a força de forma consistente e sem se desviar da nova técnica ritmada e forte para águas abertas. Focar em puxada poderosa garante que sua braçada seja mais contínua e menos influenciada por ondas, correntes e outros atletas.

Estabilidade e posição corporal

Para haver propulsão na água, é necessário que o atleta tenha uma boa e forte posição corporal. Em águas abertas, usamos nossas mãos como âncoras para levantar nosso corpo sobre a água durante a navegação. A melhor forma de fazer isso é manter sua mão relaxada e abrir um pouco seus dedos. A água não vai passar por eles se estiverem levemente abertos, mas isso vai aumentar drasticamente a superfície de sua mão na água.

Tente manter seu braço um pouco aberto quando sua mão entra na água, logo à frente de sua cabeça, mas sem cruzar a linha dos ombros. Isso também ajuda a manter seu corpo estabilizado e reduz o serpentado pela água.

Se você não é um nadador habilidoso, lembre-se de incorporar treinos com o pull buoy, da mesma forma que os treinos com palmar. Quanto maior o pull buoy, melhor, pois ele ajuda seu corpo a atingir uma posição melhor na água (horizontal e mais alta), e sem se preocupar muito com seu nado. Na natação, a preocupação é seu inimigo, pois ela o faz parar com o movimento contínuo que precisamos em águas abertas.

Quando você utiliza o pull buoy, diminui a atenção e a preocupação com a posição corporal, abrindo espaço para que sua mente foque em outros aspectos do nado. Sem a necessidade de bater muita perna para se manter estabilizado, você pode gastar seu trabalho aeróbico em uma boa puxada, forçando ainda o trabalho de estabilização dos músculos do CORE. Essa situação é muito semelhante ao que acontece quando nadamos com um wetsuit, o que é mais um motivo para treiná-la. Como resultado de tudo isso, você consegue desenvolver uma técnica melhor sem ter que ficar pensando sobre ela, sem gastar seu precioso tempo com educativos que não trazem benefícios para o condicionamento físico.

Nade como um triatleta

Para nadar de forma eficiente no Triathlon é necessário desenvolver uma técnica que seja apropriada ao nosso esporte. Os triatletas, em geral, não têm a força, o condicionamento na água e o porte físico de um nadador de piscina, como Ian Thorpe e Michael Phelps. Usar uma técnica baseada na manutenção do deslocamento (momento da força) do nadador previne que deslizemos demais e soframos interrupções indesejadas em águas abertas (o famoso nada e para). Além disso, a técnica apresentada possibilita braçadas menores e mais frequentes, que são mais eficientes e rápidas nas turbulentas águas abertas, poupando suas energias para o restante da prova de Triathlon.

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Alun Woodward, Coach ironguides

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Vídeo: Treino de ciclismo para simular uma prova de triathlon sem vácuo

É importante treinar uma combinação de sistemas de energia, assim como situações específicas para um triathlon. No vídeo a seguir, aprenda um treinos de ciclismo para simular as necessidades do dia da prova.


Vinicius Santana, Coach ironguides


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Dicas rápidas para corrida: corrigindo o movimento das pernas

Treinar para alcançar a melhor performance é por si só um trabalho árduo, ainda mais se o atleta não possuir uma técnica bastante desenvolvida. O baixo desenvolvimento técnico nos custa a eficiência do movimento, além de trazer mais riscos de lesão, enquanto uma boa técnica nos proporciona não apenas tempo durante as competições, como mais ganhos durante os treinos.

Nesse sentido, um bom início de trabalho é estudar a técnica dos atletas de ponta. Se o objetivo é aprender um estilo, então devemos observar alguém praticando o nosso esporte. Como exemplo, é mais interessante ver como os atletas de Ironman correm do que a técnica pura de maratonistas. O mesmo vale para o ciclismo, com relação às posições e estilos de cadência no Triathlon, ao invés de estudar a técnica de um atleta do Tour de France.

Então, é preciso olhar nossa própria técnica e perceber nosso desenvolvimento, para ver o que falta em nós mesmos para alcançarmos o que consideramos ideal. Nesse sentido, a tecnologia é uma boa aliada, com uma diversidade de celulares com câmera fotográfica e até equipamentos como a câmera GoPro.

Para desenvolver a técnica, gosto de quebrar o movimento em 2-3 exercícios para aperfeiçoá-lo. Vamos usar como exemplo a corrida. No Ironman, considero Craig Alexander um grande exemplo de boa forma. Se observarmos como ele corre em comparação a um corredor mediano, podemos perceber que:

  • Os pés sempre aterrissam diretamente sob o centro de gravidade do corpo;
  • A perna não avança à frente dos quadris;
  • O movimento tem domínio dos isquiotibiais (conjunto de músculos da coxa).

Quando vejo outros corredores, percebo suas pernas avançando à frente dos quadris, o que demanda levantar o pé e aterrissá-lo à frente do corpo. Esses atletas tendem a correr usando os flexores do quadril, com passos significativamente largos, baixa cadência e mais volume do que Craig.

É fácil apontar o que precisa ser melhorado. A maioria de nós é impaciente e quer resultados rápidos. Com isso, descobri que é possível acelerar o aprendizado usando elásticos de resistência para assegurar que os músculos corretos estão sendo trabalhados realizando pequenos movimentos repetidamente. Assim, é possível construir uma nova memória muscular, de maneira mais rápida e então colocá-la em prática em nosso esporte.

Como dito anteriormente, um dos maiores erros que eu vejo, na maioria dos corredores, é que eles não usam os músculos dos isquiotibiais como sua força principal durante a corrida. Nosso pé deve impactar o solo diretamente sob o centro de gravidade e então ser puxado do chão a partir do isquiotibiais mantendo-o abaixo e não à frente do corpo. O movimento da perna é controlado então pelo nosso movimento para a frente para o impacto seguinte.

Um bom teste é parar de frente para uma parede, a 30cm de distância, com as pernas juntas. Tente puxar um pé para cima, abaixo do corpo, sem levá-lo para a frente. É isso que deveria acontecer enquanto corremos. O pé deve vir para cima alinhado com a perna que está suportando o corpo. A maioria dos corredores o faz de forma incorreta, subindo o pé para a frente, na direção da parede, usando os flexores do quadril e não os isquiotibiais.

Para desenvolver esta habilidade de subir o pé, também pode ser utilizando um elástico de baixa resistência (um bom exemplo é o produzido pela Perform Better) na volta dos dois pés para adicionar resistência ao movimento, o que permitirá ativar mais fibras musculares e acelerar o processo de aprendizado. Com o elástico, é possível realizar 3×30 puxadas em cada pé para trabalhar os músculos corretamente, como mostra o vídeo. O exercício pode ser feito com uma perna apenas, seguido de uma corrida curta de 50 metros para praticar o movimento, para então trabalhar a outra perna no elástico.

Para continuar desenvolvendo sua técnica, olhe também para outras áreas onde mudanças precisem ser feitas e descubra como conseguir o melhor movimento para correr utilizando sua nova e melhorada performance.

Aproveite os treinos!

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Alun Woodward, Coach Online ironguides

 

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Vídeo: Tudo sobre a pernada na natação

A pernada na natação é sempre um assunto que gera muitas dúvidas para os triatletas, pois ela tem um impacto não somente na natação, mas também na sua performance do ciclismo, corrida e na estrutura geral de seu treino e recuperação semanal. Aprenda com o vídeo maneiras de melhor fazer a pernada para sua performance em provas e treinos:


Vinicius Santana, Coach ironguides


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Vídeo: Como corrigir os 3 erros mais frequêntes na natação

A não ser que você tenha passados anos treinando como nadador, é bem provável que você apresente todos ou alguns dos 3 principais erros técnicnos que atletas cometem na natação. O vídeo abaixo discute quais são esses erros e como trabalhar para melhorar sua técnica:


Vinicius Santana, Coach ironguides


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Cadência na bike e frequência na corrida: a equação do triathlon

Sempre que lance Armstrong corria o Tour de France e aparece novamente nos noticiários, boa parte da mídia especializada de triathlon e ciclismo despeja vários comentários sobre a cadência mais elevada de Armstrong no ciclismo em relação a outros atletas. Infelizmente, nada pode comprometer mais a capacidade de um triatleta mediano desenvolver seu ciclismo do que acreditar que a manutenção de uma cadência muito alta melhora sua performance, independente do nível de condicionamento desse atleta. Não só os ciclistas profissionais competem em um nível de potência bem acima da média dos atletas amadores, mas também não precisam correr após o pedal, o que os permite levar suas pernas bem perto da exaustão no final de uma competição de ciclismo.

Para melhor compreender a importância da cadência e do esforço no ciclismo dentro do triathlon, primeiro você precisa compreender como sua cadência se relaciona com a prova de triathlon como um todo e como mudanças na cadência impactam seu corpo enquanto você treina ou compete.

A maneira mais fácil de visualizar a cadência e seus efeitos em seu corpo é ver a etapa de ciclismo do triathlon como um volume de “trabalho“ que precisa ser feito, como mover uma grande pedra de seu jardim do ponto A até o B o mais rápido possível. Você pode tentar mover a pedra em uma única e exaustante tentativa, o que seria equivalente a tentar completar o ciclismo com uma única pedala, usando uma coroa de pedivela enorme, como a que John Howard usou para quebrar o recorde de velocidade em terra de uma bicicleta. Esse tipo de esforço, seja movendo a pedra ou pedalando, irá gerar muita demanda muscular, deixando-o exausto quando você chegar ao ponto B.

Sua outra opção é quebrar a pedra enorme em vários pequenos pedregulhos e levá-los do ponto A ao B. Esse parece ser um caminho certo, ao menos que você quebre a pedra em tantos pedaços que você perderia muito tempo indo e voltando, além de aumentar sua frequência cardíaca. A medida que você corre para mover todas essas pedras, seu estressar corporal aumenta. Isso seria o equivalente a pedalar utilizando uma cadência muito alta de um ponto A até o ponto B.

A estratégia ideal está em um ponto intermediário, que é dividir o trabalho a ser realizado em pedaços menos gerenciáveis, de modo que você possa fazer o máximo possível cada viagem e em menos tempo possível. Em outras palavras, a cadência adequada para o ciclismo equilibra a carga aeróbica presente nas cadências mais altas e a carga muscular, presente nas cadências mais baixas.

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Para compreender melhor essa idéia, você pode entender a contração que seus músculos da perna fazem a cada pedalada como um bloqueio momentâneo do fluxo de sangue para dentro e para fora do músculo. Uma contração rápida (alta cadência) permite que o sangue entre e saia do músculo mais frequentemente, o que fornece nutrientes e oxigênio para o músculo e transporta os resíduos e o dióxido de carbono para fora dos músculos mais rapidamente. Essa opção, porém, exige um esforço maior de seu sistema aeróbico e de seu sistemas nervoso. As contrações rápidas forçam o coração a trabalhar mais e mais rápido, além de”fritarem” os nervos com mais frequência. Em contradição, uma contração longa (baixa cadência) bloqueia o transporte de oxigênio e nutrientes para o músculo, além de deixar os resíduos mais tempo no músculo. Essa é a sensação de “queimação” que você sente quando pedala com uma cadência muito baixa e muita contração muscular. Contudo, seu sistema aeróbico e nervoso sofre pouca pressão.

A cadência adequada equilibra esses esforços de forma que você possa aplicar a maior quantidade de força pelo maior tempo possível. Mas ao contrário do que você possa estar pensando, “gerenciável” no contexto acima não significa “de acordo com meu condicionamento”. Gerenciável é relativo a quanta potência você consegue produzir na bike, que depende não só do condicionamento, mas também de sua força específica para o ciclismo nas pernas.

Em outras palavras, não se compare aos ciclistas profissionais e ao que eles fazem, ao invés disso, veja o que você consegue fazer na bike. Quanto mais forte você é, mais fortes as contrações na bike. Quanto mais condicionado você está, mais tempo você conseguirá manter essas contrações. E quanto mais sustentável é sua força nas contrações, mais você precisa aumentar sua cadência e “quebrar o esforço em partes menores”.

No entanto, há mais uma peça no quebra-cabeça. Diferentemente dos ciclistas, nós triatletas precisamos considerar em nossa abordagem do ciclismo o que vem depois (a corrida) e ter em mente que o objetivo não é fazer o melhor tempo na bike, mas o melhor tempo total. O que você faz no ciclismo em um triathlon também precisa ser considerado dentro do contexto de suas necessidades na corrida.

A realidade de nosso esporte é que sempre estamos correndo com pernas cansadas. Isso significa que correr com uma passada forte e longa no Triatlhon vai rapidamente levar à frustração porque suas pernas cansadas vão ter muito menos para dar após o ciclismo que você acabou de fazer.

Se você entender que a corrida é o produto do tamanho vezes a frequência da passada, a maneira mais eficiente de se fazer uma corrida rápida no triathlon é aumentar sua frequência de passadas (o que pode ser treinado), ao invés de ter uma contração forte nas passadas longas. O preço que seu corpo pagará por essas contrações rápidas é uma fadiga maior em suas fibras musculares de contração rápida.

Uma frequência de passada mais elevada também significa que seus nervos motores “queimam” mais frequentemente, gerando a fadiga mais rapidamente nesses nervos. Isso resulta em sinais nervosos mais fracos, que resulta em contrações musculares mais fracas. Mas há maneiras de amenizar essa fadiga. Pesquisas recentes indicam que a fadiga do sistema nervoso pode ser adiada reduzindo a frequência na qual seus nervos queimam. (Postactivation potentiation: Role in performance, British Journal of Sports Medicine: Volume 38(4) August 2004, pp 386-387).

O que isso tudo significa? Basicamente, você precisa pedalar de uma forma que reduza o estresse que você encontrará na corrida, mantendo os sistemas importantes para a corrida o mais inteiros possível. As contrações lentas de uma cadência mais baixa vão recrutar mais fibras musculares de contração lenta, o que poupa as fibras rápidas para a corrida. E, como uma cadência mais baixa queima seus nervos menos frequentemente, você reduzirá a fadiga do sistema nervoso. Isso permite que você tenha sinais fortes e inteiros na corrida, resultando em uma corrida com contrações musculares mais fortes do que você teria se pedalasse com cadências mais altas.

Da mesma forma, como as fibras de contração lenta não contraem de forma tão explosiva e, por definição não tão frequentemente, você reduz a carga sobre seu sistema aeróbico. Pedalando com uma intensidade aeróbica menos você também gasta menos glicogênio e pode preservar esse combustível muscular para a corrida. Sua frequência cardíaca mais baixa também poupará um pouco de sua capacidade de tolerância ao lactato para a corrida.

É tudo realmente tão direto assim? Bem, sim e não. Sim porque os triatletas precisam considerar o que foi dito acima e manter uma cadência entre 150-85 rotações por minuto (RPM). A maioria dos atletas amadores não possui o condicionamento aeróbico ou a força para gerar a potência necessária em uma cadência mais alta. Ao treinar em uma cadência mais baixa contra uma resistência mais alta, no entanto, você vai desenvolver rapidamente a forma na perna, enquanto diminui o stress em seu sistema aeróbico. O resultado disso na balança é que você sai de treinos mais catabólicos (que agridem o organismo e o corrompem) para treinos mais anabólicos (que ajudam a reconstituir o organismo).

Se você é novo no Triatlhon ou se você já está na abordagem da cadência alta há muito tempo, você está desperdiçando a oportunidade de treinar força e recrutar mais músculos. Tente pedalar algumas semanas com big gear (marcha mais pesada), mantendo sua velocidade enquanto reduz sua cadência para 80 RPM ou menos. Lembre-se que você está treinando para uma competição de triathlon, e seus esforços no treinamento devem considerar ter essa meta em mente. Simplesmente mudar sua pedalada para a menor cadência não vai gerar melhoras se você não está forçando os músculos a trabalhar mais ao mesmo tempo!

Ao mesmo tempo eu disso “não” acima porque há exceções à abordagem da baixa cadência à medida que suas habilidades no ciclismo melhoram. Da mesma forma, quanto menor a distância do triathlon que você vai correr, maior a potência que conseguirá gerar. Se você briga por pódios e sua categoria em provas de sprint triathlon ou triathlon olímpico, e em alguns casos até mesmo em provas de meio Ironman, você precisará aumentar a sua cadência e gerar mais potência.

Conjugando todas as variáveis, na ironguides nós usamos algumas táticas e ferramentas simples para melhorar as habilidades no ciclismo de um triatleta., com foco em provas de Triathlon. Um dos treinos que nossos atletas fazem regularmente é feito melhor em uma bicicleta de spinning ou no rolo de treinamento ou ainda contra o vento, situações nas quais pode produzir grande resistência na pedalada. Após um aquecimento, faça de 10 a 30 repetições do seguinte exercício:

> 60 segundos contra grande resistência seguido de 60 seguidos de resistência zero, bem leve para recuperação

Recomendamos uma cadência de 40 a 45 RPM para esse treino. A cadência deve ser tão baixa assim porque a resistência é tão alta que você não conseguiria aumentar seu giro. Por exemplo, um atleta da ironguides amador da faixa etária 40-45 anos faz 20 dessas repetições a 520 Watts de média; não é à toa que ele tem ganhado todas as provas de sprint neste ano e que frequentemente tem subido no pódio em outras distâncias.

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Você pode criar variações dessa abordagem pedalando com uma marcha bem pesada na estrada por intervalos maiores, buscando aquela sensação de pura contração muscular e se mantendo na posição aero o maior tempo que conseguir. Seus esforços constantes de pedalar forte contra uma resistência alta vão recrutar mais fibras musculares e desenvolver sua força na bike rapidamente. Com um programa de treinamento devidamente estruturado, seus treinos com esforços máximos e com alta resistência não sobrecarregarão seu sistema aeróbico, mas permitirão a construção da força muscular necessária no Triathlon.

É importante lembrar que “treinamento devidamente estruturado” não significa que você deva usar metas de potência para montar seu treino. O ideal é cada atleta realizar as seções de treino baseado no melhor esforço possível, de acordo com a percepção de cada um. Você pode usar suas leituras de potência ter um retorno de como você está se desenvolvendo ao longo do tempo ou para identificar fadiga e rastrear os pontos de melhoria. Mas é a estrutura de cada seção de treinamento que gera as mudanças psicológicas que buscamos, seja com esses intervalos curtos para desenvolver a forçam muscular, seja com contra-relógios no final de treinos longos para desenvolver resistência ao lactato.

Em resumo, se você quer melhorar seu tempo no Triathlon e não somente no ciclismo do Triathlon, você precisa adotar uma cadência mais baixa do que aqueles atletas que treinam somente para o ciclismo:

> Se você é um atleta amador mediano, evite abordagens usadas pelos ciclistas profissionais no ciclismo. Nós triatletas medianos não temos a combinação necessária de força muscular e capacidade aeróbica que esses atletas possuem para tornar a abordagem da alta cadência eficiente.

> Lembre-se de que sua cadência no ciclismo de um Triathlon deve levar em conta o que a corrida demandará do seu corpo. Uma cadência mais baixa para um mesmo nível de potência vai contribuir para poupar suas fibras de contração rápida, além de reduzir a fadiga sobre o sistema nervoso, ajudando-o a correr mais rápido.

> Como triatleta, você não pode pedalar até a exaustão! Usando uma marcha mais pesada e uma cadência menor você reduz sua frequência cardíaca e o gasto de glicogênio, abrindo espaço para correr mais tempo a níveis maiores de esforço.

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ironguides oferece soluções esportivas para atletas e praticantes de atividade física de todos os níveis, com treinamento online ou presencial, planilhas específicas por eventos, training camps, curso para treinadores, programas de incentivo a promoção da saúde em empresas, e produtos para a saúde e o bem-estar que propiciam um estilo de vida saudável a nossos atletas

Alun Woodward, Coach ironguides

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Vídeo: Os 2 melhores educativos de corrida

É provável que você já tenha feito alguns educativos com a intenção de melhorar sua técnica nesta modalidade, o que você não sabe, é que provavelmente, esses educativos na verdade pioram sua performance em uma prova de triathlon. Aprenda o porque neste vídeo, além de aprender quais os 2 educativos principais que são específicos para o triathlon:


Vinicius Santana, Coach ironguides


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De Corredor a Triatleta: E seu eu não souber nadar?

Você já é corredor e gostaria de iniciar no triathlon, porém não sabe nadar. O que fazer? Qual é a maneira mais eficiente de encarar essa modalidade do triathlon que assusta muita gente?

O triathlon vem sendo procurado cada vez mais por corredores. Eles acham no esporte uma boa alternativa para treino sem tanto impacto, conseguindo assim manter a forma enquanto lesionados ou então aumentar a carga de treino aeróbica porém de outra maneira e com menos desgaste.

O ciclismo é geralmente de fácil adaptação, o esporte exige pouca técnica e praticamente todo mundo aprendeu a andar de bicicleta quando criança.

Mas é na natação que técnica vale mais do que forma física e quem não teve a oportunidade de aprender a nadar quando criança sempre terá um pouco mais de dificuldade nesta modalidade. As dicas abaixo facilitarão sua adaptação:

1)      Aulas

Sendo o primeiro passo mais óbvio, aulas de natação é um excelente início pois seu professor tem experiência de diversos outros atletas que não sabiam nadar portanto é provável que saiba o caminho mais curto e eficiente até o sucesso.

2)      Treinos curtos e frequentes

Um adulto principalmente atleta que não tenha experiência nadando terá mais benefícios se manter os treinos na água com maior frequencia (mínimo 2 vezes na semana, 3 vezes ideal) do ao invés de fazer um único treino porém longo

Isso lhe ajudara a manter uma boa técnica sempre que estiver nadando e quando começar a se cansar, é hora de sair da piscina e ir embora. Mantenha os treinos entre 30-45 minutos

3)      Pulbóia

Uma excelente ferramenta de treino para iniciantes é a pulbóia, também chamado por alguns por flutoadores. Essa ferramente lhe ajudará a flutuar, sendo assim você terá mais tranquilidade em se concentrar em uma boa técnica de braçada, além de lhe incentivar a nadar cada vez mais e mais rápido.

Já nadar sem a pulbóia tem um desgantes muito maior, pois somente o desafio de permanecer no topo da água é suficiente para tirar energia e motivação de quase todos corredores aprendendo a nadar

4)      Repetições Curtas

 

Assim que você tiver mais tranquilidade na água, estruture algumas séries, mas tenha certeza que todas repetições são curtas. Isso lhe ajuda a nadar sempre em uma boa velocidade e mantendo uma boa técnica, pois a medida que você se cansa, e sua velocidade diminui, sua técnica também piora.

O objetivo é passar a maior parte do sem tempo dentro da piscina, aprendendo a nadar tápido e com boa técnica, isso só é possível com um combinação dos quatro fatores acima. Treinos e séries curtas, utilizando ferramentas adequadas, e após um aprendizado básico.

Boas braçadas e espero lhe encontrar na largada de um triathlon.

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Vídeo: Qual roupa ou macaquinho é melhor para um triathlon?

Aprenda no vídeo abaixo, sobre todos os tipos de macaquinhos para triathlon, benefícios do speedsuit e uma dica muito importante sobre ajustar a altura do selim ao competir:


Vinicius Santana, Coach ironguides


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Desempenho no Ironman – Recuperação pós prova

 

Recentemente, um atleta que utiliza nossas planilhas prontas postou uma pergunta em nosso fórum sobre qual estratégia utilizar em seu próximo Ironman. Era um atleta com média experiencia em provas longas, que estaria fazendo seu segundo ironman, sendo o primeiro completado em menos de 11 horas, e para a prova em específico queria quebrar a barreira das

 

Por ter utilizado nossa planilhas e ter treinado pelo Método, é esperado que alguns conceitos
básicos aprendido nos treinos sejam bem utilizado nas provas, sejam ele prático como é o caso
de fazer uma prova em esforço e ritmo progressivo, utilizar técnicas específicas no ciclismo
e na corrida, ou seja na parte mental, que é utilizar a habilidade desenvolvida de deixar a
percepção de esforço, concentração e auto-conhecimento do seu corpo, determinarem quais
decisões tomar quando algo não ocorra como o esperado, o que geralmente acontece em uma
prova longa, afinal 10h+ é muito tempo para tudo sair perfeito.

 

Porém, como entrar em detalhes sobre qual estratégia utilizar? Quais fatores você precisa
considerar para executar a prova com seu potencial máximo? Veja abaixo alguns deles:

 

Comece definindo sua estratégia nos treinos!

 

Objetivos

 

Definir seus objetivos para o Ironman é seu primeiro passo. Qual o motivo de sua
participação, terminar seu primeiro ironman ou arriscar tudo para ter aquela prova perfeita e
beliscar uma vaga para o Havaí?

 

Como uma analogia fácil devisualização, definir uma estratégia de prova não é diferente de
investimento financeiro. Caso você seja um iniciante, é aconselhável que não se arrisque
tanto até ter mais experiência sobre o “mercado” para então pensar em tomar decisões mais
arriscadas, que trarão melhores retornos.

 

No ironman não é diferente, o atleta iniciante deve sempre traçar uma estragégia segura, pois
geralmente terminar a prova já é o grande desafio. Encare a prova como um treino, pois é
exatamente isso que ela é para quase todos atletas, tenha dois mantras em sua cabeça “comer
e beber” e “devagar e sempre”, isso lhe levará até o final.

 

Já aquele atleta que está em busca de um resultado mais expressivo, ou melhor classificação
em sua categoria, vaga para o Havaí, inevitavelmente irá se arriscar mais, entendendo que o
resultado pode variar desde a prova de sua vida, até o pior tempo de toda sua carreira como
atleta de ironman. Mesmo se isso acontecer, você sabe que fez seu melhor, correu o risco,
afinal, você não está mais interessado em “apenas completar”, portanto quebrar é parte dos
riscos e você se sente comfortável em relação a isso

 

Histórico esportivo

 

Quais esportes (se algum!) você praticou antes de iniciar no triathlon tem um forte impacto
em sua estratégia de treino. Para o atleta iniciante, é uma maneira de encarar treinos “sérios”
enquanto aos poucos deselvolve sua estrutura física nas outras duas disciplinas. Já para o
atleta de rendimento, isso pode virar seu ponto de ataque no dia da prova.

 

Tivemos um atleta que se inscreveu para um ironman em sem nunca ter praticado triathlon
antes! E por ser uma pessoa dedicada, não conseguia ter paciência para progredir lentamente
nos treinos, o que envetualmente poderia gerar uma lesão. Para acalmarmos o atleta,
incluímos uma sessão de “trekking” de 3-5h pelas trilhas da região onde morava, a única regra
era “não vale correr”, poderia apenas caminhar rápido!

 

Outro exemplo seria o ex-nadador, que mesmo fazendo uma natação relativamente forte, irá
gastar muita pouca energia dentro da água se comparado com uma natação extremamente
devargar (ex: 10min mais lento), para esse atleta o ritmo na natação pouco interfere com o
resultado final.

 

Condições e circunstâncias para treinos

 

Atletas amadores tem certas limitações para fazerem seus treinos. Seja uma questão de
tempo, onde compromissos profissionais e familiares sempre tem prioridade, ou até por
locais para execução dos treinos, o ciclismo geralmente é o mais difícil de ser treinado
principalmente pelos atletas que moram em grandes cidades. Entenda e trabalhe junto a
essas limitações ao invés de ignorá-las.

 

Lesões

 

Problemas com lesões é uma realidade para alguns atletas de nosso esporte, é importante
definir o motivo pela qual as lesões aparecem, seja intensidade ou volume em excesso,
técnica errada em algumas das disciplinas, ou recuperação muscular devagar, devido a um
desequilíbrio hormonal (testosterona, cortisol, horminio do crescimento).

 

Caso você não tenha problemas com lesão, continue com seu senso de bem estar e saúde
ligado, pois isso é seu seguro de saúde no futuro. Porém se você tem um histórico de uma ou
mais lesões séries, considere-as para definir a estratégia de seus treinos e próvas.

 

Por exemplo alguns atletas tem enorme chance de se machucarem com altos volumes de
corrida, mesmo que em intensidade baixa, nesse caso, você vai precisar desenvolver sua
endurance no ciclismo, fazendo mais volume do que um atleta que pode correr longos sem

 

Já outra situação são atletas que entram em overtraining hormonal com qualquer aumento
no volume, mas não tem lesões musculares ou estruturais, nesse caso, você sabe que seu
treinamento será baseado em intensidade

 

Pontos fortes e fracos

 

Esse é o ponto mais importante de como definir sua estratégia para o dia da prova. Só como
um exemplo, trabalho com um atleta que por uma combinação de razões, nunca será um
corredor de maratona, mesmo que corra uma maratona pura, não conseguirá quebrar 3h30, e
esse atleta já se classificou para o Havaí por duas vezes.

 

Até chegarmos a sua estratégia ideal, a qual resultou nas classificações, buscávamos melhorar
sua corrida no dia da prova. Mas nada parecia dar certo, mesmo fazendo um pedal muito
aquém do seu potencial, ele tinha problemas em correr rápido, até que tentamos uma
estratégia arriscada, “dar tudo” no ciclismo, e utilizar do método “walk:run” na corrida. Com
uma natação razoável, esse plano resultou em um pedal de 5h16, seguido de uma corrida de
4h12, no Ironman da China, onde é extremamente quente, isso foi suficiente para uma vaga na
categoria M45-49

 

Em compensação, alguns corredores tem dificuldade em pedalar forte e em seguida correr
bem, se esse for o caso é interessante segurar no ciclismo, pois no final das contas o saldo será
positivo em 15min se você pedalar 15 minutos mais lento do que pode, se conseguir correr
30min mais rápido do que de costume.

 

Uma vez analizada sua estratégia de treinos, trabalhe nos nos detalhes no dia da prova!

 

Nível dos demais atletas na prova

 

Quanto mais avançado for o atleta, mais importante é o papel dos demais competidores
em sua estratégia. Por exemplo, veja os atletas profissionais no ironman do Havaí, alguns
excelentes ciclistas e corredores como Rutger Beke ou Ronnie Schildknetch, seriam campeões
mundiais caso conseguissem nadar com o grupo da frente, pois aqueles 3-4 minutos que
déficit na natação lhe custam muita energia, pois os líderes sempre pedalam em grupo. Outro
exemplo é o caso do Bi-Campeão mundial Craig Alexander, que só ganha provas quando o
grupo fica junto durante o ciclismo, sem nenhum ataque de sub grupos.

 

O atleta amador não precisa se preocupar tanto com esses detalhes, principalmente
o iniciante, porém a medida que você melhora, melhor você pode utilizar dos demais
competidores para atingir seu potencial. Por exemplo, caso você tenha um histórico como
nadador, ou até mesmo seja um nadador sub 1 hour, vale a pena ter uma largada muito forte,
para nadar na esteira de atletas experientes que são mais consistente com o ritmo de prova, e
você sai para pedalar com menos trânsito.

 

Outro exemplo acontece e percursos muito técnico no ciclismo, onde é interessante deixar
um atleta a 10-15min de distância encontrar todas as surpresas para você, o que resulta em
melhor antecipcação de curvas, buracos, descidas, pontos de freagem,e tc.

 

Percurso

 

Alguns fatores que você deve entender e que fazem parte de sua estratégia, são as condições
encontradas no dia da prova. Seu biotípo é pesado, no ciclismo você deve atacar nas subidas  
ou no plano? E se o dia estiver quente? Isso muda sua estratégia de ritmo em cada disciplina
ou somente na corrida? E se ventar, é melhor se poupar para a corrida ou usar o vento como
uma oportunidade de ganhar tempo sobre os corredores?

 

Essas são algumas das perguntas que você precisa entender ao chegar na linha de largada de
um ironman, pois os condições no dia podem sempre serem diferente das previsões ou dos
anos diferentes, e nesse caso é fundamental saber fazer o melhor jogo com suas cartas!

 

Boas provas e treinos!

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<em>Programas Duathlon ou <a href=”http://www.ironguides.com.br/12-semanas-planilha-powerman-duathlon” >Powerman</a> (12-semanas R$200)</em>

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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