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IRONMAN PERFORMANCE – AS ULTIMAS 4 SEMANAS

As últimas semanas antes da sua prova alvo trazem muita ansiedade é uma época em que atletas começam a questionar sua capacidade e seus treinamentos.

Quando você chega nessa fase, o treinamento já foi feito e você não irá melhorar muito sua capacidade física antes da corrida, mas com certeza pode danifica-la buscando melhorar ou não treinando de forma suficiente.

O Ironman é um evento de endurance extremo e eventos dessa duração não requerem o polimento que normalmente ouvimos a respeito nesse tipo de esporte. De fato, ao analisarmos a história do processo de polimento notaremos que ele foi usado inicialmente com sucesso em eventos relativamente curtos e anaeróbicos como atletismo e natação, que tem demandas fisiológicas muito menores do que um Ironman. No caso do ciclismo e das ultramaratonas, eventos semelhantes ao Ironman, o polimento convencional não é empregado. São usados, no entanto, descansos com uma maior antecedência no caminho para a prova principal.

Atletas de Ironman que se adaptam ao processo convencional de 3 semanas de polimento chegam com capacidade física reduzida e não se sentem perfeitamente bem no dia da prova.

Por outro lado, eu vejo triatletas que estão sempre buscando melhorar seu desempenho e isso se torna razão para pânico nas últimas semanas antes da prova. Nesse caso, se fazem necessários apenas mais uma pedalada ou uma corrida longa para testar seu desempenho e colocar o atleta em risco de lesão ou uma doença que irá inevitavelmente atrapalhar sua performance no dia da prova.

Então se não fizermos um polimento convencional para atletas de endurance, com o que devemos nos preocupar nas 4 semanas finais de preparação?

Primeiramente é uma rotina. Somos criaturas de hábitos. Pânico e incertezas resultam da falta do seguimento de rotinas. Essa rotina implica diretamente no treinamento, de forma que as 4 últimas semanas devem seguir um plano similar àquele que o atleta vem seguindo. Se você fez seu pedal longo no sábado e a corrida longa no domingo, queremos que esse padrão seja mantido mesmo que o volume ou o tipo de treinamento seja ligeiramente diferente.

Ao dizer que queremos manter a rotina, devemos levar em consideração que devemos incorporar tempo de descanso, o que é muito individual e depende da vida do atleta e do seu nível de treinamento até esse período. Um atleta que é muito consistente com os treinos tem maior probabilidade de estar fadigado mentalmente do treinamento e iria se beneficiar mais do descanso, mas, ao mesmo tempo, o mesmo atleta precisará de um período de treinamento normal ao se aproximar da prova para se sentir normal e confiante. Isso para atletas que não acreditam que o polimento será benéfico para eles.

Com esse atleta, eu iria começar a incorporar um período de treinos leves por 5 a 10 dias e talvez 1 ou 2 dias de descanso no meio. Esse período aconteceria nas ultimas 3 ou 4 semanas da competição para que o atleta tenha um bom período de treinamento antes da prova.

Para o atleta que é menos consistente com o treinamento, ter um ou dois dias de descanso antes da competição não irá afetar mental ou fisicamente, pois esse atleta já terá descansado no período normal de treinamento por qualquer motivo, seja por motivos familiares, de trabalho, ou simplesmente pela necessidade de descanso.

Atletas precisam saber que descanso nesse período antes da prova não os fará se sentirem como novos. Na maior parte do tempo o descanso irá fazer com que o atleta se sinta mais fadigado e menos preparado já que o corpo entra em uma fase mais profunda de recuperação e regeneração ao invés de adentrar em pequenas fases de recuperação que entraria normalmente. Um atleta que não está atento com o fato de que isso pode acontecer irá entrar em pânico e sentirá que precisa sair e treinar quando deveriam descansar ou constantemente sentira a necessidade de se testar enquanto treina, indo além da intensidade que a sessão requer.

O treinamento durante as 4 semanas finais de preparação precisa levar em conta esse período de descanso e como ele funciona para diferentes atletas. Para qualquer atleta eu terminaria esse período de descanso 10 dias antes da competição e os últimos 10 dias seriam usados para seguir uma planilha semelhante a uma usada durante a fase principal de preparação. 10 dias antes da prova os atletas fariam um treino longo de corrida e 7 dias antes um pedal longo. Nos dias que antecedem o evento, cerca de 3 dias antes, mais um pedal longo é importante para verificar se o corpo está trabalhando da forma que será exigida na prova.

Repito que esse é um processo muito individual, logo, alguns atletas irão perder desempenho e resistência rapidamente nesse curto período enquanto outros poderão descansar e não terão problemas nesse assunto.

Para atletas que perdem resistência rapidamente, um pedal leve 2 ou 3 dias antes da prova podem ajudar muito no desempenho.

Ao entrarmos nas últimas 4 semanas antes da prova principal, precisamos ter certeza de que o plano foi desenhado individualmente para nós e de que ele será seguido. Precisamos saber o que é esperado no treinamento e quais são os obstáculos mentais que vamos encarar como resultado disso.

Por fim, gosto que atletas comecem a pensar que essas semanas são parte da construção de energia para a competição. Devemos ver esse tempo como um animal enjaulado: poderíamos trenar mais, nos testar, mas temos que nos segurar e simplesmente seguir o plano. Atletas que o seguem ficam ansiosos por explodir na prova, enquanto aqueles que insistem em se testar constantemente estão exaustos para a prova, pensando em desistir, ao invés de desejarem conquistar seus objetivos.

Desfrute de seus treinos!

Alun Woodward, treinador ironguides

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VÍDEO: TREINO DE NATAÇÃO PARA TRIATHLON – LARGADA, ORIENTAÇÃO, ESTEIRA

No vídeo de hoje, trabalhamos alguns pontos fundamentais que são específicos para a natação no triathlon. Como controlar um possível pânico na largada, como se acostumar com contato físico na natação, os benefícios de se nadar na esteira (em um grupo). Atletas de todos os níveis irão se beneficiar com essa informação. Vídeo completo abaixo incluindo exemplos com nossos atletas ironguides na assessoria do Coach Vinícius Santana:


Vinicius Santana, Coach ironguides


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5 dicas para novatos na natação em águas abertas

Soa a buzina de largada e você corre para a água com centenas de triatletas atrás de você. Você treinou suas braçadas incontáveis vezes na piscina. Pelo menos você sabia que sabia nadar. Mas 50 metros depois, você está engolindo água,  desesperado para respirar, e em pânico! O que aconteceu? No momento seguinte você está agarrado a uma bóia ou a uma corda, fazendo sinal para o staff mais próximo.

Você deve ter feito incontáveis voltas na piscina, mas não estava nadando com pessoas da sua faixa etária disputando as mesmas posições. Alguém está nadando à sua esquerda, do seu outro lado e alguém quer nadar sobre você. E, onde está a linha preta que te mantém nadando em linha reta?

E há o aspecto mental disso tudo, há o pensamento de nadar em águas abertas que assusta os iniciantes, e isso pode causar medo e ansiedade. Há o aspecto desconhecido das águas abertas que está contraste com a calma e previsível natação na piscina.

No entanto, com prática e algumas dicas você pode aumentar sua confiança em nadar em águas abertas.

1. Prática em águas abertas.

Isso pode ser óbvio. Se você quer ficar confortável nadando no mar, você deve praticar muito nele. Muitas desistências ocorrem quando novatos se inscrevem para a prova e nela terá sua primeira experiência em águas abertas. O que geralmente ocorre, mais frequentemente, é pânico, o que pode levar a um DNF.

Nadar em águas abertas é uma experiência sensorial. Sol nos olhos, ondas, correnteza, água salgada, peixes e algas. Quanto mais você entra na imprevisibilidade, mais você se sente confortável em nadar nela. Há um sentimento de que quando você entra no mar, você nunca sabe o que sentir e fica ansioso antes mesmo da prova. Mesmo triatletas veteranos tem esse pequeno desespero antes de cair na agua, mas eles já estão familiarizados com a estranheza da imprevisibilidade e, quando eles pegam o ritmo, eles simplesmente começam a nadar.
Também é importante lembrar que nunca se deve nadar em aguas abertas sozinho. Leve seu amigo que tem mais experiência com você.

2. A simulação da máquina de lavar começa na piscina
Enquanto é simples de chegar no mar e praticar natação, é bem difícil juntar um grupo e simular o ambiente tumultuado e o contato que ocorre na maioria das provas. Você pode simular a largada da prova fazendo exercícios com seu grupo de natação. Divida a raia com mais dois companheiros ao lado, com as cotoveladas e tudo mais. Quanto mais frequentemente você fizer isso, mais confortável com os contatos você ficará. Por mais que as largadas em movimento estejam se tornando normais na maioria das grandes provas, ainda há a possibilidade de nadadores quererem assumir determinadas posições nas curvas. Esteja preparado para o contato, pratique na piscina.
3. Posicione-se adequadamente
Se você for um bom nadador, se posicione no meio e na frente. Mas se é um novato, espere mais contato com pessoas agressivas e da sua velocidade. Se natação não é a sua modalidade mais forte, então vá para o fundo e as laterais.
Se nadar no caos não é do seu agrado, você pode ir para longe das boias, nadando em águas menos movimentadas. Você deve perder alguns segundos, mas pegará ritmo mais rápido. Por fim, se você é um nadador mais lento, pode esperar atletas mais rápidos te passarem durante a prova. Continue nadando e espere alguns contatos.

4. Comece devagar
Isso é provavelmente igual ao início da corrida: os corredores começam em um ritmo forte e os ritmos mais rápidos trarão junto um grupo com eles. Depois de 200-300 metros, seu coração está batendo rapidamente e você está sem ar. Você percebe que está muito mais rápido que o normal. A única diferença é que você está na rua e pode andar para recuperar o folego. Isso não acontece na natação.
Você está sem folego, engolindo água e entra em pânico. Então ao invés de iniciar como um louco, comece devagar, mais devagar que seu ritmo normal. Quando encaixar o ritmo, pode acelerar até o ritmo pré-determinado sem maiores esforços.
5. Aprenda a respirar para os dois lados.
Enquanto nadar para o seu lado mais natural é a norma, há vantagens de se nadar respirando para os dois lados. Se você estiver confortável com isso, você pode escolher um lado para evitar as ondas ou o sol.
Respirar para os dois lados permite que você se oriente para qualquer lado que o percurso exigir, facilitando a navegação.
Outra técnica de respiração que iniciantes devem treinar na piscina é nadar em hipóxia. Isso não significa parar de respirar, mas controlar sua expiração e ficar confortável com o fato de não respirar a cada braçada. Aprender essa técnica é outra forma de ficar mais relaxado e confortável na água.
Bons treinos
Vinicius Santana


Vinicius Santana, Coach ironguides


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VÍDEO: PERFORMANCE NO TRIATHLON: EM PROVAS E TREINOS

Você já parou para pensar quais elementos impactam sua performance em treinos e provas e a importância de cada um? O vídeo abaixo discute esse assunto.


Vinicius Santana, Coach ironguides


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Treinamento e desempenho no ironman Brasil – as últimas 6 semanas

Com o Ironman Brasil agora no radar é um momento adequado para olharmos as últimas 6 semanas de um programa de treinamento até o dia da prova. Este é um período muito estressante para os atletas, uma vez que é o mais importante em termos de preparação específica de resistência, mas é também um período onde muitos destroem suas chances de terem uma boa prova por exagerar o treinamento.

 

Entrando nas últimas 6 semanas antes da prova você deve ter cuidado ao fazer as mudanças no treinamento pois deve necessitar apenas de alguns ajustes finos que vão lhe conduzir no grande dia. O “x” da questão aqui é a confiança no seu treinamento, visto que pela nossa natureza humana querer sempre mais é algo bem comum. Vamos sempre dizer a nós mesmos, não importa quão apto e rápido estejamos, acharemos que um pouco mais ou um pouco mais difícil nos fará ainda mais melhores. É essa mentalidade que leva aos problemas de treinamento excessivo e maus resultados que vemos todas as vezes no dia da prova. Ouvimos uma ou outra vez que foi um dia ruim ou culpa da má nutrição, quando na verdade, a questão principal para uma prova ruim, muitas vezes, é exagerar no treinamento e empurrar muito forte nas últimas semanas e estar esgotado no dia da competição.

 

Para um desempenho de sucesso em uma prova de ironman precisamos da velocidade e força das provas de curta duração aliadas à um dia de resistência, uma combinação de fatores difícil para conciliar em seu treinamento. A velocidade e a força são elementos construídos muito lentamente ao longo do tempo. Com o Método buscamos construir estas áreas da aptidão de forma consistente ao longo do ano através de uma abordagem passo a passo. Precisamos pensar sobre esse desenvolvimento, como martelar um prego em uma parede; se fizermos com pequenas marteladas, lentamente temos uma grande possibilidade de que tudo corra bem, mas se quisermos acertar com apenas um golpe, provavelmente vai dar errado, já que existe uma grande possibilidade de entortarmos o prego ou errarmos a martelada.

 

Então, muitas vezes temos atletas perguntando quanto tempo deve ter um programa de ironman? A verdade é que para desenvolver sua resistência você pode precisar de 12 a 16 semanas, mas quanto mais tempo pudermos trabalhar constantemente desenvolvendo força e velocidade antes deste período, mais sucesso o programa terá. Nossa experiência mostra que 2 a 3 anos de trabalho consistente leva os atletas para bem perto de seu limite atlético máximo.

 

Assim, supondo que tudo tenha corrido bem e você tenha treinado por um longo período de forma consistente você deve entrar nas últimas 6 semanas apto e pronto para os retoques finais. Como eu mencionei acima resistência é fundamental nesta fase, mas nós precisamos manter a velocidade e os ganhos de força. A chave aqui é manter o que conquistou e não tentar conquistar mais. Podemos manter esses ganhos durante 6 semanas com muito pouco trabalho, mas entenda que é uma questão de ficar em um mesmo nível e não passar para o próximo.

 

Para a maioria dos atletas com quem eu trabalho, eu gosto de manter o programa de segunda-feira a sexta-feira pois este é onde a velocidade e força tendem a centrar-se devido a restrições de tempo, as sessões se tornarão mais específicas, com intervalos mais longos, mas serão mantidos todos os números de velocidade e potência. Os fins de semana serão o momento em que vamos olhar para aumentar o elemento de resistência do treinamento com o aumento do volume da natação, do ciclismo e da corrida.

 

As últimas 6 semanas são cercadas de especificidade e que vem de mais de uma maneira, não só o treinamento precisa ser específico, mas o mesmo acontece com a nutrição. Nossos corpos são muito adaptáveis, mas eles levam tempo para se adaptar e essa é a hora de garantir que o corpo vai se adaptar à nutrição que você está planejando usar no dia da corrida. Sendo um evento ironman e principalmente se for no exterior você precisa ver qual nutrição estará disponível durante a prova e tentar usar os mesmos alimentos em seu treinamento para que você não se exponha a novos produtos no dia da prova.

 

Gosto muito de usar o que chamo de blocos de resistência: normalmente incluo para os meus atletas 2 dias focados com algum trabalho de intensidade e 4 dias de resistência pura dentro destas últimas 6 semanas, o que maximiza, não só o treinamento mas também a recuperação. Nestes 4 dias de resistência pura o volume semanal de treinamento, estará mais focado em nadar e andar de bicicleta em vez de correr para permitir a sobrecarga sem muito dano, visto que o impacto da corrida pode ser prejudicial em altos volumes. Dessa forma permitimos que os atletas a voltem direto para o treinamento regular. 4 dias funcionam muito bem, não há necessidade de fazer mais do que isso, caso contrário, o corpo vai começar a fadigar massivamente e requerer um tempo prolongado de recuperação que terá um impacto significativo em seu nível de fitness.

 

A nutrição é uma área que precisamos estar atentos também durante as últimas 6 semanas, todos nós ficamos tão acostumados com os alimentos e tendemos a fazer as mesmas refeições com o mesmo tamanho das porções, independente da semana de treino. Mas à medida que acertarmos as últimas 6 semanas e aumentarmos o volume de treinamento, também há a necessidade de um aumento calórico para o corpo. Nas últimas 6 semanas certifique-se de refletir sobre esta situação, aumentando o tamanho das porções, o que significa especialmente mais carboidratos durante as sessões de resistência e imediatamente após as sessões mais longas. Isso pode ser um grande desafio para muitos que continuam com a mentalidade de sempre perder peso nas últimas semanas, pois novamente tendemos a acreditar, erroneamente, que mais leve é mais rápido no dia da prova e sempre procuramos perder os últimos kg durante este período. Entenda que se você treinar mais e comer menos coisas ruins vão acontecer!! Seu olhar para atingir o peso de prova deve ser feito antes destas 6 semanas e então, a partir daí, é tudo sobre a manutenção do peso e foco na recuperação.

 

Não só o treinamento duro e a nutrição regrada são suficientes, a recuperação é fundamental. Certifique-se que este é um momento onde você vai ignorar os eventos sociais para estar em casa. São apenas 6 semanas e gastar um pouco mais tempo focado na sua recuperação vai te levar a mais ganhos com o trabalho que colocou durante o treinamento!

 

Finalmente, a última coisa que eu gostaria de lembrar aos meus atletas é que eu quero que eles se sintam como animais enjaulados no dia da prova. O dia da prova é o momento de liberar todo o trabalho duro feito e realmente colher os frutos de tudo que você plantou. Quantas vezes vemos atletas temendo uma prova como eles se sentissem cansados e não estando prontos para correr? Isso tem a ver com a questão de querer melhorar a aptidão até o último minuto e não descansar. Nas últimas 6 semanas você tem que fazer o trabalho, mas cada vez que você se sentir bem e motivado e querendo empurrar os limites, lembre do animal enjaulado, lembre-se desse sentimento e mantenha-o em segredo até o dia da prova. Empurrar nesse momento não vai torná-lo mais rápido, é mais provável que você deixe sua prova perfeita nos campos de treinamento.

 

Aproveite seu treinamento

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Ironman Brasil: 6 Cuidados na reta final

Os treinos para o Ironman Brasil podem ir estar indo muito bem, voce se sente confiante e na melhor forma de sua carreira como triatleta, porem e comum ver atletas cometendo erros graves no ultimo mes de treino, alguns deles tem um impacto grande em sua performance. Confira os erros mais comuns abaixo:
1) Iniciar o polimento muito cedo
O descanso final, mais conhecido por Polimento, e uma técnica criada por atletas de modalidades únicas, como natação ou corrida de pista, e e usado também no ironman. Porem devido a diferença na duração desses eventos, o objetivo do polimento no ironman e manter sua forma fisica enquanto descansa, você não precisa trabalhar velocidade ou forca. A duracao do polimento também e diferente, apesar de variar de atleta para atleta devido a consistencia de seus treinos, aconselhamos duas semanas de carga reduzida, segura na intensidade primeiro, depois reduza o volume, mas mantenha a frequência e quantidade de treinos.

2) Deixar o corpo desligar na semana da prova:
Se mantenha ativo e relaxado. Na semana da prova, seu objetivo e descansar mas sem deixar que seu corpo “desligue”, caso contrario você vai se sentir cansado e lento no dia da prova. Faca diversos treinos leves de 20 a 40 minutos, com algumas alterações em ritmo de prova, dessa maneira você mantém sua musculatura ativa e familiar com o trabalho a ser feito no dia da competição. Mas e importante que voce mantenha tanto o volume como a intensidade do treino baixa, para que não lhe tire energias necessárias no dia que realmente importa.

3) Esgotamento mental da “Febre do ironman”
Curtir a experiência, os dias antes, a Expo, treinar com os amigos, tudo isso faz parte da prova, principalmente se for sua primeira participação, porem não significa que você precisa respirar ironman todo o dia na semana da prova.
Com frequência sugerimos a nossos atletas que cheguem a Florianopolis mais tarde do que o recomendado. Quinta feira e nosso dia preferido, dessa maneira sabemos que o atleta só será exposto a “Febre do Ironman” por um ou dois dias.
Outra dica e se hospedar longe da prova, em um local tranquilo e com menos triatletas. Melhor ainda se você tiver algum acompanhante que não seja triatleta, será um alivio para sua companhia conversar de alguma coisa diferente do que ironman, e vai lhe relaxar e economizar energias para o dia do evento.
4) Fadiga Fisica da semana da prova
Se você for um atleta com experiencia, com certeza já passou pela situação de ao se deitar na véspera da prova, sentiu um cansaço maior do que o normal em suas pernas, resultado da andança entre compras na Expo e atividades como atender ao Congresso Tecnico ou fazer o Check in da bicicleta.
Tenha isso em mente do dia anterior da prova, evite ficar em pe por muito tempo, se organize para que o dia anterior seja somente para descanso.
5) Mudanças radicais em sua nutrição
Evite novidades, seu café da manha da prova deve ser o mesmo que você utiliza antes dos treinos longos. Nenhuma rotina de nutrição ira servir como uma formula magica que lhe dará muito mais energia no dia da prova, mas uma rotina diferente pode lhe causar problemas.

A pratica de carbo-loading, ou supercompensacao e algo que geralmente não recomendamos pelo simples fato seus treinos na semana da prova serão mais curtos e menos intensos, portanto se você continuar se alimentando da mesma maneira que esta acostumado, já vai estar comendo mais do que precisa e acumulando energia porem de forma consistente e pouco agressiva, evitando assim qualquer ganha de peso.

6) Problemas Logísticos
O pior dos possíveis pesadelos para um atleta e ter sua bike desviada no voo para Florianopolis. Isso e algo impossível de controlar, portanto se concentre no que você pode organizar para ter o mínimo de desgaste possível antes da prova.
Uma boa dica e preparar suas sacolas da prova, separada por modalidades, ja em casa antes da viagem. Por exemplo separe uma sacola para “Specia Needs da Corrida” e la dentro coloque o gel que você pretende utilizar, cápsulas de sal, ou qualquer outro item. Não somente você vai utilizar o gel ou material que esteja acostumado, mas também ja chega em Florianopolis sabendo que tem tudo o que precisa e evita estresse de precisar comprar algo na véspera da prova.
Se mantenha ativo, calmo, organizado, e tenha uma boa prova!


Vinicius Santana, Coach ironguides


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Como incluir provas secundárias em seu programa de treinamento para um Ironman

As primeiras provas da temporada estão se aproximando. Para a maioria dos atletas o alvo é uma grande prova de Ironman daqui a 2-3 meses em seu planejamento e os treinos de resistência devem ser incorporados agora em sua preparação.

 

A duração do treinamento está aumentando de forma progressiva e incluir alguma prova secundária em seu programa também é de grande importância neste momento. Um dos erros mais comuns e que muitas pessoas cometem neste momento é pensar que é necessário fazer muitas provas de resistência para se certificar que estão no caminho certo, porém acredito completamente no oposto como verdade. Um evento de resistência, como meio ironman, por exemplo, é muito exigente para o corpo e vai causar uma grande perturbação para o seu programa de treinamento antes e significativamente após o evento. Nós todos sabemos que a consistência no treinamento é a chave para o desempenho por isso precisamos escolher eventos que nos dão a prática que precisamos sem interromper a consistência do nosso programa de treinos.

 

Idealmente, se nós estamos pensando em incluir alguma prova secundária em nosso planejamento, deveriamos focar em provas de curta duração, tais como na distância sprint ou triathlons olímpicos. Ao escolher essas provas temos de olhar para a nossa preparação e horas de treinamento: se você tem sido consistente fechando 12 horas por semana de treinamento, então você deve conseguir se recuperar facilmente de um evento de distância olímpica, mas se sua carga total de treinamento está na faixa de 6 horas semanais, um evento na distância sprint seria uma escolha mais acertada, a fim de não expor seu corpo à um estresse maior do que aquele que ele está habituado, até pelo fato de que os treinos longos de resistência também estão começando a aumentar em fseu planejamento.

 

Lembre-se aqui isto é muito pessoal, mas de uma forma geral nós precisamos perder o hábito de olhar para o que os profissionais fazem, visto que um profissional típico normalmente treina entre 20 e 35 horas por semana e com esse volume de treinamento uma prova de distância olímpica ou mesmo um meio ironman pode realmente ser mais fácil do que um dia de treinamento, portanto, não irá criar qualquer interrupção em seu programa de treinos. Outro fator que deve ser levado em conta é que um profissional ganha a vida com o esporte e tem que participar de certas provas por acordos de patrocínio e também pelo prêmio em dinheiro.

 

Então, digamos que olhando para nosso volume de treinamento decidimos adicionar algumas provas secundárias em nosso programa, como é que vamos fazer isso de modo que não atrapalhe o treinamento?

 

O primeiro passo é esquecer o polimento! Há uma obsessão no esporte de resistência com o polimento e descanso para os eventos, mas muito pouca evidência de que isso realmente melhore o desempenho. É comum atletas se sentirem bem durante o treinamento, mas terríveis em provas após reduzir a a carga de treinos para um evento. Seu corpo está acostumado a trabalhar sob um certo nível de fadiga e as coisas acabam dando errado quando diminuimos esse nível base.

 

Iniciar uma prova muito forte é um dos fatores que muitos atletas usam para alcançar seus melhores resultados, porém começar muito forte simplesmente não te dará capacidade de recuperar rapidamente após a prova; o resultado é que o evento “dói” muito mais do que deveria e sua velocidade pode até ser menor do que habitualmente você executa nos seus treinos de velocidade, o que é muito frustrante. Mantendo o nível base de fadiga do treinamento para um evento você terá uma espécie de apólice de seguro contra este problema, se estamos relativamente cansados somos forçados a começar a prova um pouco mais lentos do que desejaríamos, mas o resultado final é que podemos progredir durante a competição e manter ou até ir além de nossos ritmos de treinamento e obtermos um grande resultado.

 

Não se esqueça que o polimento foi projetado para esportes anaeróbios, esportes com duração de menos de 10 minutos, não para esportes de resistência que são baseados em torno da performance aeróbia.

 

Então, olhando para a fadiga de forma mais positiva podemos entrar em nossas provas secundárias sem realmente alterar o programa de treinos e eu tenho visto uma vez ou outra atletas baterem seus melhores tempos em eventos de distância olímpica carregando um monte de fadiga no dia seguinte a um treino de longa duração.

Desta forma, se nós treinamos normalmente antes de uma prova, vamos, em seguida, após essa prova, as coisas precisam mudar um pouco para garantirmos a continuidade e qualidade da sequência do treinamento.

 

O programa de treinamento pode muito bem necessitar de pequenas alterações para os primeiros 2-3 dias após a prova, dependendo do atleta e de como foi a competição. Em primeiro lugar, precisamos olhar imediatamente para o pós prova. Se a prova foi realizada em um domingo e este era um dia de corrida longa no programa de treinos, eu pesso que o atleta complete seu dia com uma corrida para garantir que ainda obtenha uma sessão de resistência no programa já que isto é essencial nesta fase do planejamento para o nosso evento de Ironman. Por exemplo, se o atleta completou uma corrida na distância sprint em 150 minutos e normalmente faria a 2 horas de corrida neste dia eu indico uma corrida entre 45-60min fácil imediatamente após a prova.

 

Nos 2 dias seguintes nós queremos ter certeza de que vamos tocar em sistemas que normalmente usaríamos no treinamento de rotina, reduzindo a carga total para revitar qualquer fadiga ou dor que possa estar presente após a prova. Por exemplo, se você normalmente tem uma sessão de intervalada de corrida na terça-feira de duros esforços como por exemplo 6x1km, você não iria fazer esta sessão pois você deve ter atingido uma intensidade semelhante no domingo, durante a sua prova, em vez disso, só quero usar a velocidade das pernas que nós usaríamos nesta sessão, mas sem o mesmo estresse cardiovascular colocado sobre o corpo. Para fazer isso, poderíamos mudar a sessão para 6x400m, correndo no mesmo ritmo que faríamos para os esforços de 1km e adicionaríamos um pouco de recuperação extra.

 

Se um atleta correu um evento mais longo ou teve uma corrida ruim e realmente não usou qualquer velocidade durante a prova, em seguida, na corrida de terça feira pode mudar todo o conjunto para ser uma sessão de velocidade pura para garantir que o atleta não fique muitos dias sem qualquer estímulo velocidade, mas também será uma sessão que entende que o corpo está sob stress por isso não é fadigante para o sistema cardiovascular. Um exemplo de tal sessão pode ser 6x200m muito rápido com 400m muito fácil jog entre.

 

Uma vez que o atleta atinja 3 dias após a prova deve retomar ao seu programa de treinamento normal.

 

Dentro deste últimos 2-3 meses antes de seu evento principal, sua consistência no treinamento de resistência deve ser sua prioridade, mas seguindo as orientações acima, você pode facilmente incluir algumas provas secundárias e não ter impactos negativos sobre o seu programa de preparação geral.

 

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Alun Woodward, Coach ironguides

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10 dicas básicas para nutrição no Ironman

Manter as coisas simples é o principal quando se trata de nutrição em provas de Ironman. Veja como, em 10 passos.

Aqui estão dez maneiras de como você pode planejar e otimizar o seu dia no Ironman – afinal, como nós dizemos aos nossos clientes, treinar sua nutrição é um trunfo! Para conseguir um grande retorno sobre o tempo e a energia que você investiu em seu treinamento, certifique-se que você mapeou e praticou uma estratégia nutricional para o dia da prova que seja simples e adequada para você.

1. Leve a quantidade adequada de energia. Você precisa saber quantas calorias seu corpo necessita por hora. 400 kcal/hora no ciclismo é uma meta aproximada. Na corrida, dois géis e alguns goles de coca-cola por hora. Coma quando você estiver se sentindo bem, recuar quando não.

2. Controle seu ritmo! Sim, ritmo adequado é uma dica de “nutrição” ! Por quê? Porque o seu ritmo e quanto combustível você pode digerir estão inversamente relacionados! Quanto mais rápido você vai, menos comida e bebida você pode processar. Por outro lado, o mais lento você vai, mais você pode ingerir sem riscos. Isto é simplesmente pelo fato de seu corpo desviar mais sangue para os músculos que estão trabalhando. Se estiver muito forte, você pode acabar “fechando” o estômago e intestino! O ritmo certo é sempre um compromisso entre duas coisas: (1) Quanto sangue tem que ir para os músculos para fornecer oxigênio e nutrientes para sustentar seu ritmo, e (2) o número mínimo de calorias que você precisa processor para leva-lo a a linha de chegada no menor espaço de tempo! Sua aptidão, peso (mais gordura = mais isolamento = mais estresse térmico = maior demanda sobre o fluxo sanguíneo), adaptação ao calor – todas estas exigências de fluxo sanguíneo impactam os diferentes sistemas em seu corpo. Uma corrida curta, tal como um Sprint Triathlon pode ser todo feito sem nenhum alimento, uma vez que carregamos glicogênio suficiente para alimentar-nos em uma alta intensidade para a distância por isso não precisamos comer. Mas quando você está correndo 2,5 horas ou mais, você vai precisar contar com a tomar em alguns alimentos também.

3. Se você perceber algum problema no estômago, vá mais devagar! Seus problemas vão se resolver se você der o seu corpo a chance de se recuperar. Você pode reduzir o ritmo por 10 a 15 minutos e apenas “perder” um par de minutos no dia, ou você pode continuar forçando e perder horas! Ou pior, até abandoner a prova!

4. Mantenha as coisas simples. Atenha-se uma marca de bebida electrolítica e uma marca de barras esportivas ou gel. Compre o suficiente para seus treinos e competição, você não quer ter que comprar marcas diferentes no dia antes da prova.

5. Coma o seus alimentos sólidos, se houver, o mais cedo durante o ciclismo (primeiras duas horas). Procure manter o restante apenas com nutrição líquida.

6. Conte com uma bebida eletrolítica durante todo o dia e mantenha a ingestão de água para quando você for comer fontes densas de carboidratos (gel, barras, biscoitos, etc.), porque a mistura de eletrólito com o alimento só vai tornar a solução mais densa. Misture a sua bebida de acordo com as informações do rótulo!

7. Aponte para, no mínimo, uma grande garrafa (1500ml) de bebida eletrolítica por hora na bicicleta, com água adicional, géis e alimentos sólidos. A garrafa de bebida lhe dará cerca de 140 kcal por hora. Adicione dois a três géis e você terá entre 340 e 440 kcal/hora, uma boa meta. Tome um pouco de água, eletrólitos e coca-cola em cada posto de hidratação durante a maratona. Nunca pule um aid station, nunca!

8. Pratique, pratique, pratique. Faça de cada sessão de treinamento longo uma prática de seu abastecimento e ritmo de prova. Até o dia da competição você vai se habituar e tudo vai sair de forma natural.

9. Planeje os detalhes de sua estratégia de abastecimento com antecedência. Por exemplo, você pode usar uma garrafa aerodrink e fazer uma mistura concentrada em uma outra garrafa, em seguida, durante o ciclismo encha o aerodrink (uma vez que ele esteja vazio) com uma quantidade marcada da garrafa de concentrado que é a quantidade certa para garantir uma concentração adequada quando completer o aerodrink com água. Faça isso logo antes de uma estação de ajuda e completar o concentrado com água exatamente nessa estação de ajuda. Se você fizer isso direito, você pode começar o ciclismo com o aerodrink completo e levar uma garrafa grande com concentrado para 3 horas nela. Em seguida, despeje 1/3 da garrafa para no aerodrink, cada vez que ele estiver vazio e complete com água dos postos de hidratação. Mantenha sempre uma garrafinha de água com você para tomar juntamente com os géis e outros alimentos.

10. Alimentos de sua preferência: encontre a marca de barras e géis que você gosta e se acostume a usá-los. Lembre-se, géis e barras são apenas uma opção, muitas provas foram ganhas com Snikers, coca-cola e bananas. Descubra o que funciona para você!

por Vinícius Santana – ironguides coach

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Vídeo: Como programar sua temporada de provas de triathlon

A temporada oficialmente começou, mas você tem a ordem de provas certa já agendada? Sabe também como lidar com cada tipo diferente de provas, algumas com mais prioridade, outras apenas para treinar. O vídeo abaixo lhe explica tudo o que você deve saber sobre a melhor maneira de estruturar sua temporada de provas:

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Corrida na esteira e desempenho no Ironman

O desempenho em um Ironman sempre é ditado pelo resultado da corrida: um ciclismo bom ou ruim irá significar uma diferença de 5 minutos, mas uma corrida ruim pode resultar em uma diferença de mais de uma hora. A corrida sempre traz a maioria das questões de atletas e técnicos a respeito de como treinar e o que fazer no dia da prova.

A corrida no Ironman não é nem um pouco parecida com uma maratona normal. Assim, treinar para o Ironman da mesma forma que você treinara para uma maratona não trará os resultados desejados. A maratona do Ironman começa após 6 ou 7 horas de prova, então as pernas e o corpo não estão novos neste momento.

Para correr bem em um Ironman você precisa de um estilo de corrida eficiente e econômico. Esses dois fatores importantes para a melhora da performance podem ser conquistados com o uso de uma esteira.

Vamos começar analisando uma corrida eficiente: se olhar os melhores atletas correndo, você verá que a corrida parece fácil, eles correm com alta frequência de passadas e muito pouco movimento do corpo.

Quando falo de alta frequência, estou falando de mais de 180 passos por minuto – nosso corpo tem um mecanismo de resposta elástica nos nossos isquiotibiais que é desenhado para puxar os pés do solo após o impacto. Essa resposta nos permite correr e protege nossos músculos e articulações de grandes forças e lesões. Para que essa resposta elástica funcione, nosso pé precisa deixar o solo até 0,2 segundos após o impacto – se o pé ficar no solo por muito tempo, essa resposta não será utilizada e será necessária mais força dos muscular para realizar os movimentos e absorver impacto.

Existem problemas de técnica e equipamentos que precisamos em que precisamos nos focar para utilizarmos essa resposta elástica.

Com técnica, precisamos nos focar em passos mais curtos e termos a certeza de que nossos pés aterrissem sob nosso centro de gravidade e não na frente dele – se aterrissarmos na gente do corpo, não existe a possiblidade de puxarmos nossos pés em 0.2 segundos após o impacto.

Tomar cuidado com nossos tênis também é muito importante para que ocorra a resposta elástica. Nosso cérebro precisa ser capaz de sentir quando tocarmos o solo. Se você está vestindo calçados com solas largas ou com muito amortecimento, seu cérebro terá resposta atrasada e a resposta dos isquiotibiais não ocorrerá, recrutando suas articulações e músculos.

Então como uma esteira poderia ajudar com isso? Uma esteira oferece um excelente ambiente controlado para o treinamento, com relevo e velocidade constantes facilitando o foco na técnica. Além disso, correr na esteira força uma cadência mais rápida, de maneira que você pode sentir que sua técnica das ruas não é eficiente. Se este é seu caso, passar mais tempo na esteira terá um grande impacto em sua performance

Ao olharmos os bons corredores do triathlon, notamos que eles parecem não se mover verticalmente, suas cabeças parecem estar sempre na mesma posição, sem ir para cima ou para baixo. Em uma esteira, com espelho à frente é possível ver se está fazendo esses movimentos. Na academia é possível ver alguns corredores subirem na esteira e ela começar a pular cm eles criando muito barulho: exatamente o que não queremos – estamos buscando silêncio! 

Desenvolver um estilo de corrida eficiente leva tempo e deve ser um processo gradual. Inicie seus treinos na esteira com pequenos intervalos com foco na técnica e com a melhora desta, pode começar a aumentar a duração desses intervalos.

Uma vez desenvolvido uma forma eficiente, podemos iniciar a utilizar a esteira para buscarmos economia de corrida. Economia é basicamente utilizar o mínimo possível de energia para o lave que queremos correr. Ironman em um nível de performance é um desafio energético, então se tornar mais eficiente irá auxiliar e muito no desenvolvimento da corrida. 

Se analisarmos atletas profissionais no Ironman há uma prevalência de atletas mais velhos ficando mais rápidos em idades que esperamos que eles fiquem mais lentos. Muitos estudos indicam o envelhecimento reduz o VO2MAX, uma das chaves para uma boa performance no endurance, porém, o que estamos vendo são atletas que a economia de energia na corrida é aumentada com a idade, o que compensa e até supera a perda de VO2MAX. Um bom exemplo é Cameron Brown vencendo provas no início de sua quarta década de vida. 

Para melhorarmos a economia da corrida, precisamos passar um muito tempo correndo no pace desejado. Esteiras são a ferramenta perfeita para isso, já que colocamos um ritmo e é simplesmente temos que correr. Tentar fazer isso na rua não é a mesma coisa, já que enfrentamos desafios como o clima, relevo, temperatura, trânsito e, se corrermos com outros atletas, o espírito competitivo pode atrapalhar o desenvolvimento desta habilidade. 

Correr intervalos em paces definidos na esteira é uma das formas mais eficientes de se desenvolver economia e melhorar seu desempenho em Ironman.

Além da forma e da economia, a esteira tem outros benefícios que podem ser utilizados para o atleta de Ironman. Muitos acreditam que é necessário correr na esteira em um gradiente de 1% para simular a corrida em ambiente externo – pois correr em 0% é como correr em uma descida sutil. Se corrermos em 0% de inclinação, corremos mais rápido do que na rua com um mesmo estresse cardiovascular e impacto reduzido. Para um atleta de Ironman, treinar com as pernas cansadas trará um grande impacto no desenvolvimento da corrida e a na recuperação, aumentando a consistência do treinamento.

Outro benefício da esteira é desenvolver especificidade, pois podemos ser muito limitados ao terreno que corremos em nossa localidade, levando a problemas em provas com terreno muito diferente. A esteira com relevo variado nos dá a habilidade de similar os estresses com os quais iremos nos deparar em qualquer prova. Muitos atletas acreditam que a habilidade de correr em subidas é mais importante do que a de correr em descidas sem destruir sãs pernas. Correr em descidas é extremamente danoso às pernas devido ao aumento da amplitude de movimento e impacto – esteiras modernas oferecem gradientes negativos para que os atletas se acostumem com descidas se eles vivem em locais planos.

Se você quer melhorar sua corrida após o ciclismo, então é hora de parar de pensar como um corredor e começar a pensar com um triatleta – suba na esteira, melhore sua economia de movimentos, seu estilo de corrida no pace alvo e você verá melhora substancial de performance no seu próximo Ironman.

Desfrute de seus treinos!
Alun Woodward, treinador ironguides

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