PROVAS DIFERENTES, TREINOS DIFERENTES

Por Rodrigo Tosta

Quando pensamos em participar de uma prova e montar nosso cronograma de treinos, antes

de mais nada, devemos nos ater às características da prova escolhida: distância, condições

climáticas do local como temperatura, umidade e ventos, aonde será a etapa de natação (mar,

rio ou lago), se é permitido ou não o uso de roupa de borracha, se o percurso de ciclismo e

de corrida são no formato ida e volta ou se são múltiplas voltas com muitos retornos, além

da altimetria, já que podem existir percursos predominantemente planos, ondulados ou

montanhosos.

Isso porque todas essas informações vão nortear a montagem dos treinos já que devemos

buscar uma “química perfeita” entre todas essas variáveis, para que possamos extrair o

máximo de cada treino e realmente obter a melhor performance possível.

Cada tipo de prova requer um tipo de treino específico. Se você vai competir em uma prova

de clima frio, não faz muito sentido correr nos horários mais quentes do dia. Se a prova que

você escolheu tem como fator dificultador os ventos no ciclismo, procure treinar pouco com

pelotões e mais com “a cara no vento”. Se a natação é em um mar agitado, procure fazer suas

sessões de open water no meio do dia, quando normalmente as condições já estão piores.

Falando especificamente de que tipo de treinos podem lhe favorecer de acordo com as

características da sua prova alvo, como exemplo podemos citar uma competição em que a

natação é realizada no mar com água gelada e consequente permissão do uso de wetsuit.

Nesse caso uma estratégia que costumamos usar é o uso do pullboy, que confere ao atleta

uma maior flutuação assim como o wetsuit e o coloca numa posição mais linear durante o

nado, mesmo estando numa piscina nadando apenas de sunga ou maiô. Além disso o uso do

palmar também é algo bastante utilizado nos treinos para provas com essa característica, pois

geram uma certa fadiga nos braços, muito comum em quem utiliza as roupas de neoprene, já

que a borracha trás uma certa resistência ao movimento da braçada. Já numa prova onde a

natação é feita em um lago e sem o uso da roupa de borracha, o que faz com que a posição do

seu corpo na água mude, não enfatizamos o uso do pullboy, e sim algumas séries com elásticos

amarrados nos tornozelos, que vão proporcionar ao atleta um maior desenvolvimento

do equilíbrio corporal, tão importante quando não estamos auxiliados pela flutuação do

Em relação ao ciclismo, é bem diferente quando temos que encarar um percurso plano e um

percurso montanhoso. No primeiro caso normalmente damos ênfase aos treinos de ritmo

e contra-relógios, com séries longas próximas do ritmo de prova e cadência constante com

poucas trocas de marcha. Se esse percurso for de múltiplas voltas e com muitos retornos,

é interessante treinarmos tiros curtos, que podem nos favorecer numa situação de fuga ou

mesmo para buscar um grupo mais à frente. Já no segundo caso, damos preferência aos

treinos com “big gear” (marcha mais pesada da relação) que pode ser utilizados na segunda

metade dos seus treinos longos ou em séries muito intensas, porém bem curtas que podem

inclusive ser feitas no rolo para ganhar mais força ou ainda séries longas com vários níveis de

subida para uma troca de câmbio constante.

Já na corrida, se a prova tem um percurso plano e rápido podemos utilizar treinos longos de

“negative split” na esteira, onde aumentamos gradativamente a velocidade com o passar

do tempo, para trabalhar uma alta frequência de passadas sem aumentar tanto a carga

aeróbia como aconteceria em treinos outdoor. Mas se o percurso for ondulado, o que

costumamos chamar de “rolling hills”, uma boa opção é correr moderado nos plano, forte,

porém controlando a postura e biomecânica nas subidas e fácil nas descidas para aprender a

descansar e relaxar correndo mesmo em ritmo de prova. Séries com velocidade fixa e variação

de inclinações na esteira também são ótimas para esse tipo de percurso.

Esses são apenas alguns exemplos do quão detalhado seu plano de treinamento

pode ser e o porquê você deve dar total atenção às características de sua prova alvo.

Converse com seu treinador para encontrarem juntos a melhor fórmula para seu

máximo desempenho em seu próximo desafio!

Bons treinos!

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Rodrigo Tosta, Coach ironguides

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