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Um segredo para correr melhor no Ironman

A grande notícia do campeonato mundial de Ironman de 2017 em Kona foi a forma como o novo campeão do masculino, o alemão Patrick Lange ultrapassou a todos e venceu quebrando o recorde de 08:01:40. Lange saiu da T2 10 minutos e 23 segundos atrás do então líder, na 11a posição. Quando terminou, a melhor maratona do dia, com 2:39:59 deu a ele seu primeiro título em Kona.

Para o amador, não importa qual sua meta: correr para o pódio, bater um recorde pessoal ou simplesmente se sonha com uma parcial de corrida decente, a maratona após 180km de ciclismo é onde esses sonhos vivem ou acabam. Aqui está uma chave para uma corrida melhor em provas de ironman.

 FIQUE FORTE NO CICLISMO

Você pode correr o quanto quiser para melhorar sua maratona, mas você nunca terá um bom tempo se não registrar uma boa quilometragem no selim. Ficar forte no ciclismo significa que você consegue pedalar os 180km no seu ritmo alvo e ainda tem pernas para correr uma maratona. O longo ciclismo com corrida em seguida é uma das partes mais importantes do treinamento para o Ironman e é o que mais consome seu tempo de treino. É importante não apenas pedalar para atingir distância ou tempo sobre o selim. Treine de maneira inteligente incorporando esse treino da ironguides:

Aqui está um a das principais pedras do pilar das nossas planilhas para ironman (semanas 10-14 Fase de aprendizagem de Endurance). Face isso se você construiu seu Endurance pedalando até 4 horas por treino.

CICLISMO
Treino longo, construindo para incluir um estímulo forte:
Comece leve, evolua para esforço moderado e continue construindo sua base até que sua última hora seja forte. Termine mais forte do que você começou! Opcionalmente é possível adicionar distância às partes leve e moderada: 270-360 minutos com os últimos 60 minutos forte.

Nota: use cada um desses treinos para simular seu ritmo de Ironman. Pratique usando a mesma alimentação e equipamentos  (a não ser as rodas de competição). É interessante ainda que se siga mesma programação de dieta e hidratação.

CORRIDA
Correr após o ciclismo:
40 minutos: 30 minutos (30 segundos forte + 30 segundos leve) + 10 minutos leves

Nota: comece a misturar uma simulação do seu ritmo de prova na corrida logo após o seu treino longo de ciclismo. Foque em manter sua cadencia acima de 96 passos por minuto por perna e realmente trabalhe os estímulos mais fortes. Use a recuperação leve para se preparar para o próximo estímulo.

Antes dessa fase, utilizar marchas pesadas na bike e corridas com alta cadência é prescrito com frequência nos treinos durante a semana: pedalar em marchas mais altas (cerca de 70rpm) recruta mais fibras musculares e, quando feito com consistência, fará com que você fique mais forte para os treinos mais longos. Enquanto isso, correr em uma cadencia mais elevada irá recrutar as habilidades motoras necessárias para a melhoria da eficiência de corrida.
No dia da competição, se você seguiu sua velocidade alvo no ciclismo, é normal sentir as pernas mais duras e bambas no inicio da maratona. Lembre-se dos treinos de alta cadência e comece com passos mais curtos que você sentirá suas pernas se abrindo. Resista a tentação de apostar corrida com os outros e foque no seu pace, especialmente no começo.

Enquanto há muitos fatores que influenciam na sua maratona em um ironman, esse treinamento te dá uma boa base para conseguir uma melhor performance na corrida.

Bons treinos.
Vinicius Santana, treinador ironguides

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10 Dicas para seu melhor resultado em uma corrida de rua

Participar de uma corrida rústica, independente da distância é um ótimo desafio! Aqui estão algumas dicas para otimizar sua performance no dia da prova.

 

1. Polimento

Uma fase de polimento, que é o descanso antes da prova, bem estruturado, é fundamental para uma boa performance no dia da prova. Lhe permite descansar e recuperar de todo o treinamento que fez para aquele evento. Mas isso nãp é uma desculpa para que fique sem fazer nada e apenas comendo nos dias antes!

 

Existem diversos fatores que determinarão os detalhes de seu polimento: sua carga de treino, provas recentes, histórico de lesões e até nível de ansiedade. De uma forma geral, reduza a carga total de seus treinos nos últimos 4-10 dias antes de sua prova, quanto mais longa for a prova, mais tempo você precisará no polimento.

 

Caso for competir provas curtas, reduza bastante o volume, porém mantenha um pouco de intensidade. Já se for competir uma maratona ou meia maratona, faça o contrário, mantenha um certo volume, porém segure na intensidade.

2. Concentração

 

Nos dias anteriores a corrida, procure passer um tempo pensando em sua prova. Coloque-se em diferentes pontos e em diferentes situações durante o percurso, isso irá lhe preparar a lidar com qualquer situação no dia que realmente importa.
Por exemplo:

Pré-prova: Como e que horas vou chegar na largada? Tem estacionamento? Onde vou deixar minhas coisas? Onde carregarei meus gels.

 

Durante a prova: Como irei controlar meu ritmo? Como quero me sentir na metade da prova? Qual é meu plano nutricional e estou o seguindo? E se eu “quebrar” o que devo fazer?
Pós-Prova: Como e que horas vou para casa? Terei acesso a algum alimento ou devo levar meu próprio lanche? Quanto tempo precisarei para que me recupere de uma esforço tão grande?

3. Equipamento

Planeje seu material de prova. Você deve utilizar suas peças favoritas e mais comfortáveis. Lembre-se de detalhes como compartimento para gel ou chave. E caso pretenda competir com um tênis novo, tenha certeza de utiliza-lo em treinos por diversas vezes antes da prova.

4. Atenção com as calorias

Leia os rótulos. Saiba o que você estará ingerindo no dia de sua prova. Seu café da manhã é suficiente para lhe alimentar durante a primeira hora da prova, e a partir desse ponto procure ingerir cerca de 150 calorias por hora, o que resulta em cerca de um gel a cada 40 minutos. As fontes de calorias mais indicadas são isotônicos ou gel de carboidrato.

5. Entenda e respeite as funções dos sais minerais

Se você produz muito sour (que chega a passer pelos seus tênis), tenha cuidado com a perda de sais minerais e procure ingerir os mesmos via comprimidos de sais no casos de provas mais longas como a meia ou maratona. Perda excessiva de sais no suor irá afetar a contração de sua musculatura.
6. Mantenha-se hidratado

Procure ingerir água em quantidades moderadas e de forma consistente em todos postos de abastecimentos. Não espere até que você sinta sede para então beber demais e tentar compensar. Isso pode lhe causar problemas estomacais ou lhe deixar se sentindo cheio.

7. Dose seu ritmo

Comece devagar! A adrenalina e a situação de estar em uma competição já irá acelerar seus batimentos de forma considerável e lhe deixar ansioso para fazer força. Se controle! Independente do quão bem você se sinta, não começa a prova com um ritmo forte. Use os primeiros quilometros para deixar seu corpo achar seu ritmo natural e no qual você tanto treinou.
8. Termine bem!

Se você seguir a dica anterior e começar a prova devagar, você irá chegar na metade do percurso sem muitos problemas. É nessa hora que você precisa fazer uma avaliação:

 

–Se você está se sentindo ótimo, sem qualquer sinal de fadiga, e ansioso para acelerar um pouco mais, então você pode apertar o ritmo um pouco e de forma gradual até a chegada.

 

–Se você está se sentindo bem mas já percebe que não conseguiria correr muito mais rápido até o final, mantenha o ritmo e passe sua atenção para uma técnica de corrida relaxada, respiração e atenção com sua nutrição.
9. Lidando com dificuldades

Caso tenha errado no ritmo ou não se alimentado bem e seu ritmo está caindo, entenda que você ainda pode ter controle da situação. Mantenha uma atitude positiva, pois se lamentar só vai piorar a situação. Controle os controláveis, ou seja, procure se alimentar e hidratar bem. Concentre-se em sua técnica, isso também irá ocupar sua mente das dores que está se sentindo.
10. Aproveite sua prova

Curta o desafio de testar seu corpo e seus limites. Tenha gratidão no fato que você pode competir em um evento de corrida. Lembre-se de todos que lhe ajudaram e lhe incentivaram nessa jornada rumo a sua participação nessa prova e os agradeça. Incentive outros atletas que estão passando por dificuldades durante a prova e nunca desista!

Vinicius Santana, Coach ironguides

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Vídeo: Principais ferramentas de treino para natação específica ao triathlon

Em um recente vídeo, um dos leitores pediu que elaborasse um pouco sobre as ferramentas que usamos nos treinos de natação. Veja quais são no vídeo abaixo:

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Vídeo: Equipamentos em provas – lições do triathlon de Bali

Estive em Bali há poucos dias acompanhando meus atletas em um triathlon, a maioria de um nível iniciante inclusive alguns fazendo o primeiro triathlon. Conversamos sobre alguns erros que os triatletas fazem em relação a escolha de equipamentos no dia da prova. Veja quais são no vídeo abaixo:


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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Ironman do Havaí – Análise técnica do percurso

Com a mais importante prova do calendário mundial do triathlon se aproximando, treinadores de atletas classificados começam os treinos específicos para o Ironman do Havaí. Nas próximas três edições da revista, vou relatar em uma série de artigos, cada um deles focado em uma modalidade do triathlon, de como os treinadores ironguides estão preparando os dez atletas que a empresa terá largando em Kona, sendo quatro deles brasileiros.

Natação

A fama do ironman do Havaí ser uma prova com condições duras, que não favorecem um tempo total rápido, é uma combinação das três modalidades, e não somente de altas temperatuda e humidade, ou ventos fortes.

A natação e com frequencia ignorada, pois por se tratar de números que de início parecem ser insignificantes, como três ou quatro minutos mais lento que outas provas, alguns atletas e treinadores não dão devida importãncia para esta parte da prova. Porém como triathlon é swimbikerun e não swim+bike+run, o quão preparado para a natação você está, terá um impacto também em seu tempo no ciclismo e na corrida.

A maioria das seletivas tem o wetsuit liberado para a natação, portanto cada atleta deve treinar com isso em mente. O treino para uma prova de wetsuit é relativamente mais fácil, pois o excessive uso de palmar e pulbóia, combinação que simula o wetsuit, é uma ajuda no momento em que o atleta está fadigado, a pulbóia ajuda na flutuação, e o palmar mantém os batimentos baixos, porém ainda assim sendo um excelente treino de força específica.

De todos nossos dez atletas classificados, apenas o Luiz Topan, participante da coluna “Diário até Kona” da Mundotri, fez a seletiva em uma prova sem o uso de Neoprene, o ironman de Cozumel. O restante dos atletas, tiveram suas planilhas trabalhadas para d05102011-_WAG6765esenvolver habilidades técnicas e físicas que lhes preparassem para nadar no wetsuit.

 

Mas uma vez com a vaga, a história muda, e por mais que o wetsuit possa ser apenas um detalhe para nadadores experientes, aqueles que não tem um histórico na natação, sofrem bastante sem a roupa de borracha.

Considerando por exemplo nossos quarto atletas classificados no Ironman Brasil, eles terão apenas três meses de treinos para Kona, pois Junho foi praticamente um mês de descanso ativo. Nesses três meses o foco é:

Equilíbrio e força na água.

Equilíbiro pois acostumados a nadarem com o wetsuit e a pulbóia, eles acabam mudando a posição principalmente do tronco e da cabeça na água, pois mesmo olhando para frente, com a cabeça alta e pouco pernada, o wetsuit ainda lhe permite uma boa posição na água. Porém essa posição em uma prova como Kona é extremamente desgastante, pois o corpo do atleta não fica na mesma altura em relação da água em uma prova de wetsuit.

Trabalhamos então com uma ferramenta bastante interessante, a chamada “banda de borracha no tornozelo”. São elásticos que servem para unirem ambos tornozelos, assim evitando a pernada, incentivando um maior arrasto das pernas, assim forçando o atleta a trabalhar a o tronco como ponto de equilíbrio, além de aumentar a carga de força em cada braçada. Uma vez que o elástico é retirado, o atleta se sente no topo da água, e com maior controle de seu equilíbrio.

Porém existem cuidados ao se usar o elástico (como apelidamos), pois o atleta que não tem um bom equilíbrio na água, e que não está acostumado a usar a ferramente, irá ter uma posição inadequada, e fazer longas distâncias com a ferramente é um incentivo a prática imperfeita. Idealmente atletas iniciantes deve fazer repetições curtas, de 25 a 50 metros. Abaixo um treino relativamente curto porém intense que estamos usando com alguns atletas para Kona:

** Aquecimento Livre

** Série principal (2km):

20x25m moderado com elástico – 15seg descanso

20x50m sendo 3×50 fácil, 1×50 forte – 15seg descanso

20x25m moderado com elástico – 15seg descanso

**O que focar durante a série:

  • Agua passando na nuca
  • Cabeça afundada na água
  • Nadando em “queda” (downhill)
  • Empurre o tronco na água para flutuar as pernas

 

Resumo

As dicas acima também podem ser utilizadas por atletas que treinaram especificamente para uma prova que permite o uso do wetsuit, mas que logo em seguida participarão de um triathlon onde o wetsuit não é librado.

Quanto melhor nadador você for, mais volume poderá fazer com o elástico, e maior variação pode implementar nas séries, como repetições mais longas, utilização de palmar. Alguns atletas gostam inclusive de utilizar o elástico durante alguns minutos no aquecimento de provas sem o wetsuit, justamente pois na hora que é dada a largada, a sensação de estar no topo da água ajuda na parte de confiança e faz com que o atleta se sinta bem.

Ciclismo

Uma vez for a da transição, os primeiros quilômetros do ciclismo acontece ainda dentro da cidade de Kona. É um trecho lento, pois conta com vários retornos, curvas fechadas, e a famosa subida da “Palani Road”.

De uma maneira geral, nossas intruções são sempre a mesma para todo início de ciclismo no ironman, independente da prova, faça os primeiros quinze a vinte minutos muito leve e sem ingerir nenhuma caloria, apenas um pouco de água se der vontade! Você não quer desviar sangue para seu estomago nesta parte da prova para processar as calorias e alimentos, pois os batimentos estão muito alto, capilares nos braços estão abertos e nas pernas fechados, portanto o coração é forçado a trabalhar mais forte para mandar sangue até as pernas.

Uma vez na estrada “Queen K”, é hora de colocar sua estratégia de prova, ritmo e alimentação em ação. A grande maioria dos atletas estão competindo contra si mesmos, portanto ignore o que outros atletas estão fazendo ao seu redor e se concentre em sua prova, é muito fácil se empolgar demais neste trecho da prova, afinal é o ironman do Havaí!

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A altimetria do percurso é o que descrevemos de “rolling hills” ou em uma tradução prática, um percurso ondulado. Alguns atletas usam as subidas na primeira metade do percurso para pedalarem em pé, aproveitando que geralmente o vento nesta parte é a favor, desta maneira você alonga as costas e muda um pouco a musculatura trabalhada.

A única escalada é chegando no retorno do meio da prova, que acontece da cidade de Haví, é uma subida longa mas não tão íngrime, aproveite para se alimentar bem neste ponto pois o special needs fica no retorno, e a descida pode ter ventos laterais fortissimos, o que exige duas mãos no clipe e impossibilida a ingestão de gel ou utilziar caramanho-las. Falando em special needs, vários atletas relatam anualmente que o special needs de Kona não é confiável, portanto não deixa nada que seja fundamental para sua prova nele, somente extras que o ajudarão em caso de uma emergência.

Na volta o percurso é o mesmo da ida, porém nos quilômetros finais é esperado um vento contra fortissimo, e você quer estar preparado para ele, tanto mentalmente quando ter feito treinos que simulem esta condição.

Treinos de ciclismo específico para o Ironman do Havaí, ou outras provas com perfil similar:

 

 

 

 

Treino 1) Longo em percurso ondulado com escalada

**Incluir na metade do treino 2 escaladas de 15-20min:

  • 1a em cadência de prova
  • 2a em marcha pesada

** Hora final moderado a forte em marcha pesada (cadencia sub 50rpm)

 

Treino 2) Longo em percurso plano (caso não tenha acesso a subidas)

**Incluir na metade do treino série para similar undulações da prova e estímulo cardíaco:

  • Ex: 1 hora sendo (5min moderado/5min forte/5min fácil)

** Incluir série de contra-relógio em marcha pesada, na hora final

  • ex: 3x(10-15min c/ 5min descanso)

 

++++++

 

Corrida

Os primeiros 10 quilômetros são na avenida Alii-Drive, dentro da cidade de Kona e com imenso número de torcedores o tempo inteiro. É exatamente nisso que mora o perigo, pois a combinação da adrenalina da prova com os torcedores pode lhe fazer correr mais rápido do que você deveria.

A saída da cidade acontece mais uma vez na Subida da Avenida Palani, onde mais uma vez os torcedores ficam incentivando atletas, a subida tem uma inclinação e distância moderada, então não se empolgue demais caso contrário irá demorar para se recuperar.

Uma vez na avenida Queen K, o percurso é novamente ondulado, o que exige concentração e experiência para não apertar demais mas ao mesmo tempo, manter um ritmo sólido todo o tempo. É esse perfil que mais visamos quando fazemos treinos específicos para Kona na corrida, e os dois treinos ao final do artigo são exemplos de como trabalhar esses detalhes.

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Outro ponto alto da prova é a entrada do famoso “Energy Lab” que carrega uma reputação por ser “o inferno na Terra”, o que sinceramente em minha opinião pessoal é um marketing exagerado dos organizadores, pois a primeira metade é uma leve descida, até mesmo com um vento no rosto, e no retorno do energy lab você tem o special needs da corrida, que sempre é uma ajuda e alívio durante a prova.

Uma observação em relação aos aid stations é o fácil acesso a gel, a frequencia dos aid stations também é uma boa ajuda pois eles estão distribuídos a cada 1.5-2km, portanto alguns atletas optam por sairem para corer com o mínimo de suplementos possíveis, apesar que pessoalmente sempre sugiro competir com suplementos os quais esteja acostumado a treinar.

Saindo do energy Lab de volta a Queen Q, novamente por ondulações, e finalmente quando você chega na descida da Palani, e acha que esta perto do final, pois pode até mesmo ouvir o local da chegada, o percurso e desviado para a esquerda, na avenida Kuakini, onde você ainda corre por algumas centenas de metros que não acabam mais! Finamente entra-se na Alii Drive, onde são outros 400m até a chegada.

Curta o momento! You a Hawaii Ironman finisher!

Treinos específicos para a corrida do ironman Havaí

Treino 1) Corrida Longa

Incluir:

1 hora facil a moderado com subidas fortes e concentrando na sequencia da subida (para não deixar os passos desacelerarem)

1h moderado acelerando nas descidas (passos rápidos sem carga aeróbica extra)

A idéia do treino é:

1a Hora: O objetivo é aprender a descansar e relaxar correndo mesmo em ritmo de prova. Aperte nas subidas e concentre nos planos que vem em seguido. Descidas fácil, segurando.

2a Hora: Educativo com foco em técnica de passadas em pernas fadigadas (specific). Ritmo consistente em subidas e planos, mas acelere nas descidas, não exigirá maior carga aeróbica e sim cordenação, força, recrutando novas fibras para serem trabalhadas.

Treino 2) Série de súbidas na esteira

Série especifica Kona, aprenda a relaxar apos Subidas (Palani, Energy Lab, Kueen K, etc), esteira é mais interessante, mas se for dar muito trabalho, alterne com a rua.

Série principal (mantenha a velocidade fixa:)

 

[3min a elevação 4%

5min a 0% (plano)

2min a 6%

5min 0% (plano)

1min a 8%

5min 0% (plano)]

x3

Opção na rua:ache uma subida de ~2min que é seguida de um plano de ~2min, suba forte, mantenha um ritmo solido no plano, faça o retorno ainda forte, desca soltando e repita por 1h, ex:

[2min forte subindo

4min moderado plano

2min soltando descida]

x8

 

Aloha e bons treinos,

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Técnica de Natação: Estique seu braço na recuperação e nade mais rápido

Introdução

Se você já competiu em um triathlon, sabe que a natação é muito diferente do que você encontra em uma piscina. Marolas que lhe freiam e aumentam a resistência de seu nado, outros atletas que dividem seu espaço, navegação e respiração frontal são alguns exemplos que aumentam o desafio de se nadar com uma técnica suave. Por esses motivos, uma natação rápida na piscina, não necessariamente resulta em uma natação rápida em um triathlon, pois além de um condicionamento específico na água, nadar em águas abertas requer experiência e técnica específica.

Esse artigo explica os benefícios de uma técnica bastante controversa utilizada na natação, principalmente em provas em aguas abertas e de triathlon, a recuperação com os braços esticados, também conhecida como “cata vento” já que a combinação do braço reto com uma maior frequencia de braçadas pode lembrar um cata-vento. A técnica oposta é o nado livre tradicional, quando na recuperação da braçada o cotovelo é dobrado e fica mais alto do que a mão, que corre rente a superfície da água.

 

Benefícios

Entender os benefícios é uma parte fundamental na mudança de sua técnica, pois para quem vê de fora, esse tipo de nado parece ser mais cansativo e menos suave do que o nado livre tradicional com dos cotovelos dobrados. Os pontos abaixo são alguns dos benefícios mais relevantes da recuperação com braço esticado para triatletas.

Ajuda seu lado mais fraco

Respire para seu lado mais forte. Geralmente se você é destro, seu lado direito será mais forte portanto respire para a direita todo ciclo de braçadas, e então quando você adiciona a recuperação com braço esticado, você tem essa recuperação forte e agressiva, ao mesmo tempo que seu lado mais fraco, o esquerdo faz a puxada, sendo assim sua recuperação auxilia seu lado esquerdo na hora da puxada. Entenda que seu nado não será nem parecerá simétrico, e isso é algo esperado.

Menos pernada significa um ciclismo e corrida mais rápido

Ao eliminar seu deslize e aumentar sua frequencia de braçadas, você não irá mais precisar de uma pernada forte para manter sua inércia, isso lhe economizará energia tanto das pernas como uma menor frequencia cardíaca, resultando assim em mais energia para o final da prova. A não ser que você venha da natação com muitos anos de experiência, pernada não é uma forma real de propulsão, uma maneira para testar esse argumento é realizando um teste contra o relógio de 200m com uma prancha, você vai entender o quão desgastante a pernada pode ser e seu tempo final será muito lento. A pernada deve ser suave e em 2 tempos (por ciclo de braçada), apenas para lhe ajudar com o ritmo de braçadas e coordenação

Adaptação mais fácil no wetsuit

Nadar com o wetsuit se torna muito mais fácil quando a recuperação tem o braço esticado. De uma maneira geral, a roupa de borracha cria uma resistencia na região do cotovelo o que faz com que o atleta seja forçado a nadar com uma angulação do cotovelo mais aberta de qualquer maneira, e se o único dia em que você irá nadar daquela maneira é no dia da prova, você não estará acostumado e seu nado ficará desequilibrado.

Facilita Navegação e nadar em linha reta

Boa parte dos triatletas cruzam a linha do ombros na entrada das mãos na água, o que é agravado em caso a respiração seja bilateral, isso resulta em um nado “zig-zague”. Ao fazer a recuperação com o braço esticado você elimina a angulação do cotovelo o que torna quase impossível a cruzada da linha do ombro, pelo contrário, sua mão entrará na água mais afastada do centro (linha da cabeça) o que lhe proporcionará mais equilíbrio e estabilidade. Como uma analogia, visualize um circo onde alguém irá andar na corda bamba, esses artistas abrem os braços para aumento de equilíbrio, agora visualize a mesma corda bamba com alguém andando sobre ela de braços cruzados, não é possível.

 

Pontos chaves da recuperação com o braço esticado

Acabe com o deslize:

O deslize em águas abertas não é ideal desde que para que ele seja funcional é preciso de uma forte pernada para sustentar sua velocidade durante o “ponto morto” de sua braçada, além disso vimos também que triatletas em sua maioria não tem uma forte pernada devido a uma falta de experiência com essa parte técnica, além de tornozelos poucos flexíveis que é um resultado dos treinos de corrida, e por fim, uma pernada forte usa energia específica da musculatura da perna além do aumento da frequencia cardíaca. Essa combinação torna a alta frequencia de braçada um estilo obrigatório enquanto nada, os outros benefícios são resultado de uma técnica mais eficiente em águas maroladas.

Lado da respiração: Trave e Gire

Quando sua mão estiver saindo da água ao final da remada, trave seu cotovelo a medida que seu braço sai da água. Quando sua mão entrar na água a sua frente, gire seus ombros para aproveitar ao máximo a puxada de cada braçada

Lado oposto da respiração: Mais relaxado e aberto

Respirar todo ciclo de braçada para seu lado mais forte irá gerar um nado assimétrico, por essa razão, seu quadril irá girar somente para o lado da respiração. Visualize que seu umbigo irá apontar em direção a parede no lado da respiração, porém no lado em que você não respira, você não deve girar tanto, sendo assim seu ombigo irá apontar somente para o fundo da piscina com uma pequena angulação para o lado oposto da respiração.

Seja ligeiro

Auto-conhecimento é fundamental ao experimentar essa mudança em sua técnica de nado. Concentre-se em uma forte puxada e seja ligeiro com seus braços. Você quer ter certeza que está mantendo seus braços o mais firme possível para resultar em uma forte remada e rápida recuperação.
Argumentando contra o senso comum e sendo controverso

Se você treina em uma piscina pública, um clube ou com amigos, um resultado na mudança de seu estilo de nado é praticamente certo, pessoas irão comentar sobre ela, afinal não é um nado suave e vai contra quase tudo que é senso comum quando se fala em técnica de natação, a respiração é apenas para um lado, o nado é assimétrico, espirros de água são parte do nado. Precisamos aceitar e entender que é um nado feio!

O problema é que a partir do ponto que várias pessoas conversam com você sobre o assunto e lhe falam que o que você está fazendo é errado e que você deve voltar ao nado livre tradicional, isso irá afetar sua confiança na mudança e os resultados não serão os mesmos de alguém que está 200% confiante no processo. Se os benefícios explicados acima não são suficientes para lhe convencer (e a seus amigos) que você irá nadar mais rápido como triatleta e em águas abertas, você pode também observar alguns resultados de nadadores de piscina que utilizam a mesma técnica de recuperação com o braço esticado. Os exemplos abaixos cobrem todas as distâncias, sexo e perfis de eventos de natação e triathlon, é possível ser um campeão mundial ou olímpico utilizando essa técnica.

Triathlon Feminino: Joanna Zeiger (4th Lugar Olimpíadas 2000, 5th Lugar Ironman Hawaii 4 semanas depois & Campeã Mundial de Ironman 70.3 em 2008)

Triathlon Masculino: Harry Whitshire (um dos melhores nadadores do circuito da ITU) é o garoto propaganda para a recuperação com braços esticado.

Natação em Piscina – Velocista: Eamon Sullivan (Campeão Mundial & Olímpico e antigo recordista dos 200m livre em 47.05 no ano de 2008)

Natação em Piscina – Meia Distância: Michael Klim (Campeão Mundial e Olímpico 200m nado livre)

Natação em Piscina – Fundista: Janet Evans (Campeã Mundial e Olímpica, seu recorde nos 800m livre 8’16”22 durou 19 anos!)

Agora você tem argumentos caso um professor de natação local ou amigo tenta lhe convencer que a recuperação com braços esticados não resulta em um nado rápido. Como argumentar com os resultados acima?

 

Como fazer a transição para essa nova técnica?

Você está decidido a tentar incorporar essa técnica em seu nado, mas qual a melhor maneira de mudar?

Mantenha seus treinos, séries e tiros, curtos.

Ao fazer tiros curtos (de 25m a 200m) com um intervalo rápido entre cada um (5-20seg), você mantém uma melhor técnica e velocidade ao longo do treino, porém o descanso entre cada um não é longo suficiente para deixar sua frequencia cardíaca cair de maneira significante. O resultado é que fisiologicamente você tem os mesmos benefícios aeróbicos e de endurance muscular de um treino contínuo, porém você o fez mais rápido e com uma melhor técnica, ensinando seu corpo aos poucos o que um dia será seu padrão.

Use e abuse das ferramentas de treinos:

Elásticos ao redor dos tornozelos: Prender seus tornozelos um ao outro com uma tira elastica (geralmente uma camara de ar de bicicleta) é uma excelente maneira de acabar com o ponto morto de sua braçada (também conhecido como deslize) e força-lo a acelerar a frequencia de suas braçadas caso contrário você literalmente irá afundar! Ajuda também a lhe deixar mais consciente de toda sua braçada, pois você ira precisar ser eficiente em todo momento de propulsão. Seu ritmo de pernada será em dois tempos, pois sua pernada será limitada.

Palmar: Recomendamos o Palmar da marca Tyr e modelo Catalyst, ou nacional o palmar Power da Fiori. Em relação ao tamanho, tenha preferência para os menores, PP para iniciantes (ex: mais lentos do que 25min em 1.500m) e/ou com um biotipo pequeno, e tamanho P para atletas mais altos ou mais velozes (abaixo de 25min em 1.500m)

Pulbóia: O principal objetivo da pulbóia em treinos de natação para triatletas, é aliviar o sofrimento que a natação oferece somente com o ato de se manter na superfície da água, sem essa parte, você pode focar no que realmente interessa, aprender a nova técnica de realizar a recuperação fora d’água com os braços esticados além de se preocupar com a entrada e puxada. Além disso a pulbóia simula o uso do wetsuit, ajudando na flutuação, ou até mesmo simulando a flutuação extra que você tem quando nada no mar se comparado a piscina.

Compromisso: Caso você tenha problema em adaptar-se a esse novo estilo, comprometa-se em tentar por ao menos três meses e duas provas em águas abertas antes de desistir e voltar a técnica tradicional. Assim como qualquer mudança ou resultado de treinos, não tenha medo de dar um passo para trás, se isso significa dar dois passos a frente em um futuro próximo.

 

Assista o video completo no portal Mundotri, clique aqui:

 

Por Vinícius Santana, ironguides.com.br créditos do video Wagner Araujo mundotri.com.br

 

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Entenda os benefícios do speedsuit nas provas de Triathlon

 

Ha duas semanas, assistimos o Mundial de Ironman, em Kona, e como esperado, uma boa parte dos participantes utilizaram um ‘speedsuit’ para a modalidade da natação. O speedsuit é uma opção para provas em que o wetsuit (roupa de neoprene) não é liberado. Embora o traje possa parecer um macaquinho normal, é bem diferente e muito mais rápido.

Este artigo foi elaborado baseado em diversas provas que acompanhei onde o wetsuit não era liberado devido à temperatura da água ser muito alta. Você vai aprender as melhores opções para a modalidade da natação na sua próxima prova de Triathlon.
Beneficios do speedsuit

O speedsuit é composto de um material fino, apertado e hidrodinâmico, às vezes até mesmo repelente à agua, que você pode usar em cima da roupa na qual pretende competir o restante de seu Triathlon, seja um macaquinho ou a opção de duas pecas. Além de um menor arrasto na água, o que resulta em um tempo de natação mais rápido, a opção do speedsuit também lhe proporciona mais conforto fora da água. Entenda o porquê a seguir.

Macaquinho da ironguides para provas curtas: material repelente a agua e sem bolsos, para maior deslize

Macaquinho da ironguides para provas curtas: material repelente a agua e sem bolsos, para maior deslize

Hidrodinâmico: mais veloz dentro d’água

O material utilizado na fabricação do speedsuit é repelente à agua, o que significa que é mais rápido do que a pele humana, e muito, mas muito mais rápido do que a lycra ou outros materiais que absorvem água e, frequentemente, são utilizados nos tradicionais macaquinhos de Triathlon.

Para quantificar os benefícios de uma maneira numérica, fiz um teste com meu grupo de treinamento em uma série de natação. Entenda que existe uma variação no resultado que depende da técnica individual de cada atleta e entre diferentes marcas e modelos utilizados. O numero abaixo é o resultado médio da minha observação naquele dia:

· Speedsuit versus pele humana (com uma sunga tradicional de natação) = Ganho de 1 segundo por 200m (15seg em 1500m)

· Speedsuit versus Macaquinho para provas curtas (sem bolso) = Ganho de 3 segundos por 200m (45seg em 1500m)

· Speedsuit VS Macaquinho para provas longas (bolsos expostos) = Ganho de 5 segundos por 200m (95seg em 1.900m)

Visualize todo o trabalho que você precisa realizar para melhorar um ou dois minutes do seu tempo de 1.500m de natação em um Triathlon! Isso faz com que o speedsuit seja um ótimo investimento, pois o tempo para retirá-lo durante a transição é, praticamente, nulo (não deve demorar mais de cinco segundos).

Benefícios no ciclismo e na corrida

Os benefícios do speedsuit não param por aqui, pois ele lhe permite nadar com sua roupa de competição favorita por baixo, seja duas pecas, ou um macaquinho com bolsos. Ambas opções oferecem a comodidade de um bolso e um corte mais solto para maior conforto em provas longas.

Speedsuit lhe permite nadar com um tri top por baixo, mais confortavel para o ciclismo e corrida, e com bolsos, sem a perda de tempo na etapa da natacao

Speedsuit lhe permite nadar com um tri top por baixo, mais confortavel para o ciclismo e corrida, e com bolsos, sem a perda de tempo na etapa da natacao

Benefícios de Estratégia

Para o atleta de alta performance, usar esse acessório significa nadar no grupo a frente, o que pode vir a ser um fator decisivo na estratégia da prova, pois muda o nível de atletas por perto no qual que você pedalará.

Outra maneira de visualizar o benefício do speedsuit no ciclismo, é considerar que o ganho de um ou dois minutos, pode ser utilizado já em cima da bike, pedalando em um ritmo mais tranquilo até que os atletas com os quais você pedala normalmente lhe alcancem no ciclismo, nesse ponto você estará descansado e pronto para aumentar seu ritmo. Lembre-se de que esses atletas estão vindo em um ritmo forte e já existe alguma fadiga do início da bike e da natação. Pedalar com atletas mais fortes, seja em provas com vácuo, ou dentro das regras para provas sem vácuo (onde podemos estar fora da zona de vácuo mas marcando o ritmo), é uma estratégia muito importante para atletas que estão brigando pelos primeiros lugares do pódio.

Bons treinos,

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Performance no Ironman – Quando as coisas dão errado 

Ao treinarmos visando alto desempenho em esportes de endurance como um Ironman sempre há a possibilidade de que algo não dê certo. Estamos sempre buscando treinar melhor em busca de uma performance de ponta, o que traz risco de lesões e de doenças antes da prova. Além disso, muito pode dar errado no dia da competição.
Neste dia, podemos controlar muitas coisas, mas há sempre a possibilidade de problemas nutricionais, quebras na bike e algumas outras ocorrências que podem acabar com nossos melhores planos, nos impedindo de conquistar nossos objetivos ou até de completar a prova.

Como o Ironman é provavelmente a sua prova alvo do ano, um problema assim pode ser devastador, levando a pensar que jogou no lixo um ano de treinamento e todos os sacrifícios que teve que fazer. As reações nesses casos podem ser extremas: desde atletas que abandonam o esporte por algum tempo até outros que se inscrevem em outra competição logo em seguida. Nesse momento, o melhor conselho que eu já ouvi é: não deixe que as emoções comandem suas decisões nos dias seguintes à prova.

Enquanto é muito difícil não fazer qualquer uma dessas coisas – se algo deu errado na sua prova, tente agir exatamente da mesma forma que planejou caso tudo desse certo: se recupere nos dias seguintes (mesmo se não tiver terminado). Seu corpo não é o único que deve se recuperar das demandas do dia, pois é necessário descanso mental, que é mais necessário do que os atletas imaginam.

Poucos dias após o evento e depois que tudo se acalmou emocionalmente, então comece a pensar o que quer fazer. Você está com uma excelente capacidade física, logo, encontrar outro evento pode ser a direção correta dependendo da sua disponibilidade e da sua vontade de usar essa capacidade sem ter que muito treinar muito novamente. Se as provas disponíveis estão distantes, você deve considerar como o treinamento pode impactar as semanas que separou para outras atividades, como férias ou um tempo com a família. 

No entanto, se você decidir competir novamente, então você precisa pensar em:

TIMING

Se puder encontrar uma prova 2 a 4 semanas após a competição, não precisa buscar ganhar desempenho, apenas manter o que já tem. É necessário que resista à vontade de treinar pesado, pois só servirá para te deixar mais cansado para a nova corrida. Se você completou a primeira prova, mas não no nível esperado por qualquer motivo, então você irá ganhar performance de um evento para o outro em três semanas com pouco trabalho. Você praticamente ganha uma nova prova do seu corpo nesse tempo.

Encontrar uma nova prova 5 a 8 semanas depois necessitará mais planejamento com o treino. Será necessário mais um bloco de endurance antes da competição. Esse tempo pode ser um grande sucesso ou um desastre dependendo do planejamento. O problema com esse período está relacionado com a preparação mental e a fadiga. Como ele é longo, a motivação para voltar a treinar é grande e fica fácil treinar forte, já que a capacidade física também está nas alturas. O que tende a acontecer sem o planejamento adequado é que em 2 ou 3 semanas a motivação irá despencar e os questionamentos a respeito do que se está fazendo irão surgir. Raramente vejo que o desempenho seja um problema nessas circunstâncias e meu foco é sempre fazer com que o atleta tenha a certeza de que ele está pronto para competir ao invés de tente deixa-lo mais forte para a prova.

Para a maioria de nós há apenas uma época do ano em que podemos colocar um bloco de treinos pesados para uma grande competição. Porém, se algo dá errado e temos que entrar em um novo evento, temos que considerar esse fator e dar um passo atrás de nosso treino anterior. Isso pode significar diminuir alguns watts, nossos treinos longos e talvez termos menos sessões semanais para permitir maior recuperação física e mental. O mantra nesse momento é manutenção. Se você fizer isso da maneira correta, é provável que o desempenho decole na prova.

EVENTOS

Não será sempre possível encontrar outro Ironman o ou até outro triathlon acessível, então talvez você precise procurar desafios alternativos. Isso pode ser excitante já que podem haver provas que você seja atraído há anos, mas evitou com medo de lesões ou com medo de que ela atrapalhasse seu desempenho no triathlon. Um grande exemplo pode ser uma prova de ciclismo que com certeza atraem muitos triatletas que acabam não participando por medo dos riscos de se pedalar em um pelotão. Se você decidir ir nessa rota, tenha certifique-se de que sabe pedalar em um grande grupo e não foque apenas no desempenho.

Só é possível aprender a pedalar em um pelotão ao se pedalar em um. Busque um time local e veja se eles oferecem treinos em grupo. Pergunte se há alguém com técnica apurada e peça algumas aulas e conselhos para esse tipo de prova.

Lembre-se de que pedalar em um pelotão na prova não é tão fácil quanto pedalar com um grupo de amigos!

O crescimento do Breca, esporte que mistura corrida com natação está tomando o mundo como uma tempestade e pode ser que exista uma prova próxima de você. Seria essa a chance de você descobrir algo novo e mesmo assim usar suas habilidades do triathlon. Além disso, o fato de haver uma equipe pode colocar uma emoção diferente nos treinos e na competição para que você se descanse de pensar apenas no triathlon.

Talvez você queira participar de uma ultramaratona, o que também seria fantástico de se fazer neste momento. Seu físico está suficientemente desenvolvido e algumas poucas semanas de preparação específica são necessárias para o preparo desse novo desafio.

OUÇA O SEU CORPO

Em conclusão, se algo deu errado na sua prova alvo, não reaja de forma emocional. Se acalme, se recupere física e mentalmente como se nada de errado tivesse acontecido e espere alguns dias para refazer seus planos.

Uma vez que você tem seu plano, é muito importante que você ouça seu corpo. Se está cansado ou desmotivado, não se force a treinar. Lembre-se do que tem feito e o porquê disso tudo. O cansaço é normal depois de tantas semanas de preparação e não é um sinal de que você deve treinar ainda mais forte. A força mental aqui é o fator mais importante para o sucesso na próxima prova.

Desfrute de seus treinos!

Alun ‘Woody’ Woodward – treinador ironguides

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Treino Eficiente: A importancia de uma rotina na vida do triatleta amador

A grande maioria dos triatletas, inclusive alguns profissionais, tem somente uma ou duas possíveis janelas de horários de treinos durante o dia. A rotina do típico triatleta amador é um equilíbrio entre família, trabalho e treinos, estes são realizados geralmente no início ou final do dia, ou um treino rápido na hora do almoço.

Com essa estrutura, o triatleta amador não tem muitas escolhas em relação a horários a serem cumpridos, ele acaba criando uma semana padrão onde repete as mesmas modalidades semana após semana, variando somente os treinos de acordo com a fase de seu programa.

Apesar de sermos bombardeados por informações de ‘Carpe Diem’ e que não devemos seguir uma rotina, e que a vida não tem replay, quando se trata de treinamento esportivo , fisiologia e psicologia esportiva nem sempre essa linha de raciocínio lhe levará a felicidade, pois neste esporte, e nesta vida onde tempo é escasso, e temos que ter muito cuidado em como utiliza-lo, criar uma rotina, com uma semana padrão é uma excelente maneira de treinar de maneira eficiente, simples e que de resultados. Veja abaixo os benefícios:

ANTECIPAÇÃO

 

Para atletas amadores em especial, as melhoras em performance vem de concentrar-se em cada treino e aplicar algumas interpretações básicas de como você está se sentindo, e eventualmente adaptar o treino. Já que em nossa metodolodia de treinamento (O Método) foca em otimizar treinamento e em uma recuperação eficiente, atletas podem seguir suas rotinas e concentrar apenas em fazer o melhor para aquele momento, pois sabem que melhoras virão dessa filosofia.

 

Ter um programa de treino estruturado, remove qualquer dúvida de sua preparação, pois lhe fornece uma mapa para seus objetivos. Sabendo que seu programa foi elaborado baseado em filosofias de sucesso, lhe da confiança e te permite treinar com mais motivação e propósito.

 

Outro enorme benefício de conseguir antecipar seus treinos é entender a oscilação de níveis de energia durante a semana e disposição de horários e motivação para outras atividades. Uma vez que você memoriza toda sua planilha, é mais fácil conseguir encaixar atividades extras profissionais ou pessoais. Se você sabe que toda quinta feira sua carga de treino na piscina é curta e leve, isso resulta em uma janela de oportunidade para futuros compromissos, mesmo que precise marca-los com um mês de antecedência.

 

EFICIÊNCIA

Especialmente para amadores, um bom programa de treino é estruturado com cuidado para acompanhar a evolução de sua temporada e de treinos, sem que interfira nos bons hábitos e rotinas criadas até aquele momento. Por exemplo, sabendo que você irá sempre correr nas quartas-feiras a noite, você pode se preparar antecipadamente para aquele treino. Apenas o tipo do treino irá mudar com o tempo, a medida que você passe para outra fase do treinamento – mas você sempre terá certeza de que esporte irá fazer naquele dia da semana. Você não gasta energia se ajustando para um treino diferente toda semana, nem re-estruturando sua agenda semanal

 

 

ANÁLISE DE DESEMPENHO

Juntamente com outros princípios, a repetição que usamos na ironguides, ajuda o atleta a se controlar de maneira rápida e precisa, de uma semana para a outra. Dessa maneira, os atletas evitam de fazer inapropriados esforços longos em ritmo de prova ou treinos de limiar contínuo e testes de VO2máximo. Eles seguem as melhoras semana após semana, baseado nas parciais durante os treinos.

 

Tentando melhorar sua performance em relação a semana anterior, você fica concentrado, motivado e aumenta seus níveis de energia para que faça o melhor possível naquele dia. O que era “difícil” há um mês atrás, a ainda é “difícil”, mas o ritmo será mais rápido ou você irá conseguir sustentá-lo por mais tempo. Isso acaba criando confiança e direciona a atenção do atleta para melhoras a cada treino.

 

Repetição permite comparações reais de esforços e mudanças de ambiente. Sabendo que irá comparar treinos similares semana após semana, o atleta pode julgar melhor o impacto que uma mudança de técnica, dieta diferente ou um equipamento novo, teve em sua performance. Por exemplo, em um caso único, um atleta abaixou sua melhor marca em 200mts de natação de 4’05 para 3’28 em quarto semanas, apenas pelo fato de ter incorporado um certo equipamento em seus treinos.

 

MEDINDO A FADIGA

 

Repetição também te ensina a melhor julgar seu nível de fadiga, e como você responde a diferentes tipos de treinos. Isso te ajuda a decidir como melhor adaptar seu treinamento, o que evita inapropriados níveis de esforço e aumenta sua consistência nos treinos. Por exemplo, com o tempo, você vai experimentar diferentes tipos de fadiga, como stress, falta de sono ou mal hábitos de nutrição, mesmo assim vai perceber que seu corpo será capaz de ter uma performance tão boa quanto nos dias de hábitos perfeitos. Isso gera muita confiança antes de uma competição, pois você sabe que pode se dar bem mesmo não se sentindo em condições ideais.

 

Perceber o funcionamento corporal, é um processo interativo. Quanto mais você repetir um ciclo, mais você vai aprender e entender o funcionamento e sinais que você recebe de seu corpo.Isso te deixa livre para focar mais em cada treino, e para aproveitar mais seu tempo de descanso.

 

CRIANDO CONSISTÊNCIA

 

Usando algumas simples instruções, você pode aprender a modificar um treino baseado no sinal de seu corpo no início da série. Dessa forma, ao contrário de abandonar o treino, o atleta faz uma pequena modificação no trabalho a ser realizado. Assim, ao invés de perder o treino por completo, ele modifica o treino para reduzir a carga em seu corpo, permitindo melhor recuperação e mantendo consistência.

 

Apenas um treinamento repetitivo, te permite medir sua eficiência e resposta a diversas situações. Sabendo que você comprometeu certo treino baseado no feedback de seu corpo, e foi testemunha disso várias vezes em vários treinos e diferentes esportes, você fica mais confiante não somente em sua habilidade de ler seu corpo da maneira certa, mas também em responder a esses sinais. Resumindo, você aumenta a consistência de seus treinos, diminuindo o tempo necessário de recuperação.

 

 

 

AQUISIÇÃO DE COORDENAÇÃO MOTORA

 

Adquirir coordenação motora, requer várias repetições de um movimento específico até ficar “natural”: Como o Karate Kid precisou fazer várias vezes o movimento “mão direita, mão esquerda” para ter as habilidades básicas, que o ajudariam a adquirir movimentos mais específicos para o karate, como triatleta, você precisa repetir várias vezes determinados movimentos da natação, ciclismo e corrida, se você quiser incorporar essa habilidade motora e te ensinar a ter uma técnica eficiente, que é quando seu corpo faz um movimento de forma automática ao invés de um movimento consciente, nesse ponto você terá se tornado um faixa-preta do triathlon!

 

Repetindo alguns movimentos específicos e determinados treinos, você irá adquirir novas habilidades motoras, e melhorar as atuais que sejam corretas. Já percebeu o que acontece com sua técnica na piscina se você não cair na água com freqüência? Dentre várias razões, esta rápida perda de coordenação motora é exatamente o por quê, damos maior importância para a natação do que outras filosofias de treinamento. Particularmente, atletas sênior precisam treinar e especialmente nadar com freqüência para manter os difíceis ganhos de coordenação motora.

 

HABILIDADE DE CONCENTRAÇÃO

Fazendo-lhe repetir uma mesma série, durante semanas, você vai manter a concentração no que está fazendo. Menos distrações, significam que você pode concentrar mais em seu treino, automaticamente lhe ensinando essa habilidade mental que irá te ajudar no dia da competição. Ao contrário de incentivar o atleta a se arrastar ou se matar focando apenas na intensidade e sem concentração, sua rotina vai te incentivar a concentrar seu esforço em sua técnica, desenvolvendo-a apropriadamente – pois o condicionamento aeróbico acontece de qualquer maneira.

 

RESPOSTAS POR INTUIÇÃO

 

Pelo fato do programa de treinamento ser repetitivo, ele remove incertezas e variáveis de seu treino. Como atleta é melhor para você se comparar como está se sentindo em relação as semanas anteriores. Pode parecer loucura a princípio, repetir a mesma estrutura de treinos por várias semanas, mas com o tempo você aprende a melhor interpretar os diversos sinais que seu corpo lhe envia.

 

Você pode parar de se preocupar se você está cansado pelo fato de seu treinador sempre mudar a estrutura de seu treino. Dessa maneira você conseguirá reconhecer alguns truques que seu corpo faz, para te manter em uma consistente rotina de treinos. Por exemplo, o que parece ser fadiga, pode ser simplesmente ser ácido lático acumulado que precisa ser eliminado de seu corpo, será necessário iniciar o treino de forma bem leve, antes de entrar na série principal daquela sessão. Um atleta, aprende a interpretar esses sinais com o tempo, e adaptar seus treinos a eles.

 

Por exemplo, você está acostumado à determinada série de corrida na esteira, e começa a antecipar o sentimento dela quando se sente bem, dessa maneira você pode identificar melhor quando o treino simplesmente não vai “rolar”. Ao invés de ficar se preocupando com o que pode ter acontecido de errado, você aprende que o corpo simplesmente tem dias bons e dias ruins e que as vezes é preciso treinar em cima desses dias ruins da melhor maneira possível.

 

Com o tempo, atletas que treinam com repetição, desenvolvem uma habilidade de literalmente sentirem como estão se saindo em determinado dia. Lembre-se – controlar variáveis elimina desgaste do treinamento. Ao invés de usar dados empíricos que trabalham apenas um aspecto do treinamento esportivo, essa metodologia de repetição incentiva os atletas a desenvolverem um maior sentimento sobre seus próprios corpos. Assim como na vida, treinar com O Método, é uma experiência qualitativa!

 

Isso não significa que não indicamos aos atletas o uso de monitores de freqüência cardíaca ou medidores de potência para terem um feedback. Eles usam as informações dessas ferramentas em um contexto mais abrangente, para ajudá-los a ajustar suas intuições. Já que a maioria dos atletas não chegam a um nível de forma física onde pequenos detalhes importam, preferimos trabalhar com uma versão simplificada de termos de percepção de esforço: fácil, moderado e muito forte são alguns dos termos usados para descrever quase todo o programa de treinamento.

 

E agora, como criar uma rotina basica que seja eficiente em sua rotina profissional e pessoal de treinos? Sente com seu treinador e discuta os passos abaixo:

1º Passo – Determinando seu “orçamento máximo” em termos de horas disponíveis

Quais são os horários em sua semana em que é simplesmente impossível para você realizar um treino? Seja por compromissos profissionais, familiares, ou até mesmo uma questão logística específica de sua localidade

2º Passo – Estruturando sua planilha

Uma vez com o ‘mapa’ de sua rotina pronto, é hora de estruturar os trienos em sua rotina. Seu treinador irá criá-la de maneira que um treino deva complementar o seguinte, por exemplo seu treino de segunda feira, deve considerar que aos finais de semana você geralmente faz treinos mais longos ou então participa de provas. Assim, a intensidade e duração deve trabalhar de maneira compensatória. Gostamos por exemplo de agendar treinos de velocidade e força na natação, ou de força no ciclismo no início da semana para liberar uma carga hormonal anabólica, compensando assim a carga catabólica dos treinos longos de endurance

3º Passo – Iniciando e criando sua rotina

Nas três primeira semanas de sua planilha, faça os treinos com a intensidade um pouco reduzida do que você acha que conseguiria fazer, isso irá lhe ajudar a se manter consistente nos treinos evitando assim fadiga em excesso. Existe a teoria dos 21 dias, que se você repetir um ato por 21 dias, ele se transforma em hábito. Experimente esse processo com seus treinos, tenha como objetivo cumprir a planilha, evitando perdas (a não ser por compromissos não planejados), e ao final das 3 semanas você vai se sentir em ótima forma física e em controle de seus treinos.

E então é uma questão de repetir, repetir e repetir aquela planilha, até que seu treinador decida que a carga foi suficiente, seus objetivos para aquela fase foi alcançado, e então é hora de criar uma nova rotina.

Bons treinos.
Vinicius Santana, Coach ironguides


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Inclua Caminhadas em seu treino e corra mais rápido

Incluir pequenas caminhadas durante seus treinos e provas de corrida é uma excelente estratégia para atletas iniciantes e intermediários conseguirem melhores. Aprenda sobre o protocolo de caminhada com o artigo abaixo

Como introduzir em seus treinos e provas?

A proporção recomendada é o 10:1, para cada dez minutos de corrida, você caminha um. Porém é variável dependendo do nível, tipo de treino e prova de cada atleta. Iniciantes podem começar com 5:1 ou até mesmo 1:1 caso nunca tenham corrido antes.

Evite correr por mais tempo do que quize minutos, alguns atletas utilizam uma proporção de 30:1 porém tem dificuldades em voltar a correr após o intervalo para caminhada.

O que é

Visualize a seguinte situação, você está iniciando o último terço de sua prova de corrida, porém devido a muita fadiga e dores, mal consegue correr, você diminui seu ritmo pois um de seus objetivos é “não caminhar”, até que eventualmente não consegue sustentar toda aquela dor e enventualmente entrega os pontos e quando isso acontece e você começa a caminhar, , você caminha de cabeixa baixa pois sua prova perfeita acaba por ali. Até o final da prova fica revezando entre caminhadas e corridas mas sem muito sucesso ou motivação.

Agora utilizando o protocolo de caminhada, você faz a mesma prova, porém incorpora os intervalos de caminhada desde o começo, e cada vez que caminha, sua motivação está alta, cabeça erguida, pois você está seguindo sua estratégia, tem controle da situação. A medida que a dor e fadiga aparece, você estrutura todo o volume de sua prova em passos menores. Por exemplo, ao invés de visualizar que ainda faltam sete quilometros para terminar a meia maratona, você só precisa correr mais cinco minutos, e assim vai levando até o término da prova com sucesso.

O atleta utilizando o protocolo de caminhada terá um tempo muito menor do que o atleta que tentou correr mais não conseguiu.

Vantagens:

Treinar utilizando o protocolo de caminhada também oferece inúmeras vantagens.

a)      Aprenda a correr com uma melhor técncia e mais rápido

Com o protocolo de caminhada você estará correndo sempre com uma boa técnica e um pouco mais rápido do que teoricamente seria seu ritmo ideal. Isso irá gerar um estímulo biomecânico sem qualquer carga aeróbica adicional.

b)      Capacidade de Tolerar maior volume de treino

Os intervalos para caminhada não são longos suficientes para que haja uma brusca queda em sua frequencia cardíaca, mas ao mesmo tempo ele lhe dará a oportunidade de correr por mais tempo devido a menor fadiga muscular. O resultado é que você vai passar mais tempo em sua capacidade aeróbica, o que é específico para provas longas como meia maratona, maratona, ironman ou meio ironman.

Um atleta que tem dificuldades para correr uma hora e meia sem parar, vai conseguir correr ao menos duas horas utilizando o protocolo de caminhada.

A média de batimentos finais do treino também é mais baixa do que um treino sem caminhadas, isso ajuda na consistencia de seus treinos, além de utilizar uma maior porcentagem de gordura como fonte de energia

c)      Redução no tempo de recuperação

O intervalo de caminhadas irá lhe ajudar também em sua recuperação muscular, pois o estímulo de impacto é menor do que se comparado a correr sem caminhadas. Isso irá ajudar com sua consistência e a manter uma boa rotina frequente de treinos.

Outro detalhe importante é que a caminhada dá ao atleta uma oportunidade para se reabastecer com calorias e hidratação, o que acelera a recuperação. No dia da competição, caminhar nos postos de abastecimento também irá resultar em uma melhor performance pois você conseguirá se hidratar e alimentar melhor.

Bons treinos.
Vinicius Santana, Coach ironguides


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