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Nadadores VS Triatletas: Diferentes estilos – Direto do mundial de natação

O Head Coach da ironguides Brasil Vinicius Santana esteve no mundial de natação em Budapeste na Húngria e fez uma série de vídeos com observações que irão ajudar triatletas a melhorar a natação. Neste vídeo ele compara os diferentes estilos de nados entre velocistas, meio fundo do sexo masculino e fundistas do sexo feminino – qual desses seria mais apropriado para um triatleta amador – a resposta irá te surpreender:

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De Corredor a Triatleta: Passo a Passo

Convenhamos, praticar somente a corrida pode ser um pouco monótono, principalmente se seus locais de treinos são limitados em apenas algumas opções, além disso o risco de lesões vai ser sempre muito presente principalmente caso você pretenda praticar o esporte por muitos anos. Se este é seu caso, o triathlon pode ser uma boa opção para deixar sua rotina de treinos muito mais interessante, além de lhe ajudar a se manter sem lesões praticando esportes por muitos anos, já que a natação e o ciclismo oferece pouco risco devido a falta de impacto

Como um corredor com um bom nível de condicionamento físico, você provavelmente sempre foi um pouco curioso para saber de como é a rotina de treinos e provas de um triatleta. Afinal de contas, o quão difícil pode ser completar um short triathlon? Nadar por setecentos e ciquenta metras, pedalar sua bike por vinte quilometros e correr por outros cinco, isso já é suficiente para lhe dar o título de triatleta.

A maior dificuldade de se iniciar em um triathlon é a abilidade e o medo de nadar em águas abertas, esse problema pode ser resolvido com algumas aulas de natação que lhe darão mais confiança para essa situação.

Como Treinar?

Começa com uma rotina simples de ao menos um treino por semana em cada modalidade, cuja distância se aproxime do que você irá enfrentar no dia da prova.

Caso você seja um nadador iniciante, procure praticar a modalidade duas vezes na semana, já que natação é o esporte mais técnico dentre os três, e é preciso mais tempo até que você tenha uma boa técnica para conseguir fazer treinos físicos mais intensos. Inicie suas aulas um bom tempo antes de sua prova para não ter pressa em aprender a técnica antes de passar a parte física

Uma vez que você está estável em sua rotina, acrescente um segundo treino em cada modalidade, dê prioridade ao ciclismo caso ainda tenha dificuldades com em manter um bom ritmo na bicicleta. Tenha certeza também de não repetir o mesmo treino duas vezes na semana, não faça a mesma série ou volume, procure variar a intensidade e volume de cada treino.

Por exemplo, um de seus treinos no ciclismo deve ser mais longo para melhorar sua resistência a distância, enquanto um segundo treino deve ser mais curto porém em mais alta intensidade, melhor ainda se tiver alguns tiros curtos, dessa forma você treina tanto sua velocidade, ritmo de prova, e o segundo treino complementa trabalhando sua resistência também conhecido por endurance.

Outra regra básica, evite repetir a mesma modalidade em duas dias seguidos. Outra dica para iniciantes é experimentar correr no dia seguinte ao trieno de ciclismo, dessa maneira você vai sentir um pouco da realidade do triathlon, correr com as pernas fadigadas.

Seja Equilibrado!

Ter um bom equilíbrio em sua rotina diária é um dos maiores desafios do triathlon. Afinal, como conciliar treinos de três modalidades (geralmente ao menos duas vezes por semana cada!) com compromissos profissionais e pessoais?

1. Treino de forma eficiente: Siga um programa de treinamentos para iniciantes que estruture sua rotina com um objetivo e treino por dia. Triathlon é um esporte onde a prioridade é ser consistente, fazer um pouco todos os dias é muito melhor do que espremer tudo no final de semana. Seguindo uma planilha de treinamento você também evita perder tempo com quilômetros desnecessários.

2. Pedale em casa: Use um “rolo de treinamento”, um aparelho que transforma sua bicicleta real em uma bicicleta ergométrica, é uma maneira fantástica de melhorar sua forma física específica para o ciclismo. É mais conveniente e lhe economizará tempo se comparado ao trabalho de se organizar para fazer um treino na rua. E mais uma vez, tenha certeza de fazer uma boa combinação de intensidade e no volume certo.

3. Treinos curtos, com frequência:  É possível fazer um treino de qualidade em qualquer das modalidades em apenas trinta minutos, contando que tenha a intensidade adequada. Treinos curtos lhe ajudarão a se manter consistente em sua planilha

4. Ache janelas de oportunidades de treinos em sua rotina:  Trabalhamos com atletas que treinam no horário de almoço para ter as noites livres para a família, ao mesmo tempo outros atletas fazem seus treinos enquanto os filhos estão em atividades musicais ou esportivas. Fique atento para oportunidades em sua rotina.

5. Faça Treinos combinados: Combine duas modalidades em um treino, além de ser ótimo para sua forma física, também lhe economizará tempo. Corra até a piscina, faça seu treino de natação, depois corra de volta para casa. Ou crie o hábito de correr quinze minutos após ao menos um de seus treinos de ciclismo.

6. Comunique-se com sua família de seu novo esporte: Sempre ajuda quando as pessoas em sua volta entendem sua motivação para praticar o triathlon e ao lhe verem colhendo os benefícios de uma vida mais saudável e ativa, não fique surpreso se em breve outros familiares ou amigos entrarem na mesma. Não se esqueça de ser flexível em relação ao seu tempo com essas mesmas pessoas, doe seu tempo na mesma dose em que seu treino lhe tira deles.

Equipamentos

Tudo que você precisa é um óculos de natação, uma bicicleta um boas condiçoes de uso, um capacete e tênis para correr. Qualquer outro equipamento não é um requisito.

Triathlon pode ser um esporte caro, portanto antes de comprar todo o equipamento você tem alternativa de utilizar uma bicicleta emprestada ou alugada ou comprar algo semi-novo apenas para experimentar, bicicletas para trilha, as Mountain Bikes é a opção de muitos iniciantes.

Uma bicicleta de ciclismo irá lhe proporcionar uma melhor experiência inicial se comparada a uma bicicleta de triathlon (sim, existem diferenças!), pois lhe permite um melhor equilíbrio e controle, além de geralmente lhe proporcionar melhor equipamentos para frenagem gerando assim mais segurança e confiança.

Seu próximo passo em relação a equipamentos, são as sapatilhas  para ciclismo, que lhe permitem pedalar com o pé preso aos pedais, gerando assim uma pedalada mais eficiente e suave ao redor dos trezentos e sessenta graus do pedevela ao contrário de apenas “empurrar” os pedais que é o que acontece com pedais convencionais. Treino em um ambiente fechado (ex: parque ou estacionamento) para ao menos se acostumar com o motivemento de prender e soltar as sapatilhas

Sua primeira prova

Decidir qual será seu primeiro triathlon depende em sua atual forma física. Por exemplo, você é um iniciante na corrida e pretende apenas explorar outras opções de atividades física, ou você já tem experiência em maratonas e está a procura de um próximo desafio?

Depende também de sua ténica na natação. Você terá uma boa vantagem caso já saiba nadar relativamente bem, pois o ciclismo pode ser aprendido mais fácil.

Não existe a necessidade de iniciar em um triathlon para experimentar as atividades multisport. Por exemplo se você já sabe nadar e correr, pode participar de provas de Aquathlon (natação e corrida), ou caso ainda não saiba nadar, procure fazer um Duathlon (corrida/ciclismo/corrida), assim você já aproveita parte dos benefícios e adquire experiência nos treinos, transições e provas.

E finalmente, a regra mais importante para seu primeiro triathlon independente da distância é terminar com um sorriso! Como um iniciante no esporte você não precisa ter expectativas além de curtir cada momento desse novo esporte.

Bons treinos.
Vinicius Santana, Coach ironguides


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Vídeo: Use metas para treinos, mas nunca durante a prova

Caso você tenha um objetivo em que envolve situações fora de seu controle, como por exemplo determinada colocação, seja um pódio, mas você não sabe mesmo nem quem irá fazer a prova, ou atingir certo tempo em uma prova, mas você não tem certeza das condições climáticas ou distância certas da prova, a dica é, use estas metas para motiva-lo durante os treinos, mas no dia da prova, o foco muda para a execução de sua estratégia. O vídeo abaixo lhe ensina mais sobre esse assunto:

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Entendendo o Triathlon

Triathlon não é natação+ciclismo+corrida, e sim nataçãociclismocorrida.

À medida que nosso esporte cresce em termos de popularidade, os mesmo erros são cometidos por iniciantes na modalidade, a razão é uma combinação de falta de informação e sendo comum que às vezes é completamente equivocado quando se trata de triathlon.

Esse é o mais grave erro e a primeira coisa que deve ser considerada pelos atletas. Se você quer ser o melhor nadador possível, ter o pedal mais forte com seus amigos no final de semana, e ter um tempo bom na corrida rústica local de 10km, você pode até achar que sua performance específica em cada uma das modalidades isoladas, será transformada em resultado no dia do triathlon, mas na verdade, você poderia estar treinando de forma muito mais eficiente e específica.

A principal razão, é que as modalidades quando isoladas, requerem diferente técnica, diferente treino, e até mesmo diferente equipamento do que quando se trata das modalidades durante treinos e competições de triathlon.

Para nadar rápido na piscina, ter uma boa técnica é um pré-requisito básico, e para atingir isso, você vai precisar gastar metade de seu tempo em educativos, series de pernada, trabalhar alongamento para tornozelos e nadar outros estilos que vão desenvolver sua sensibilidade com a água. Isso seria aceitável, caso você pudesse passar 10 horas por semana na piscina, como a maioria dos nadadores, mesmo que amadores em equipes másteres, fazem.

Mas e os triatletas? Considerando que você tem apenas metade do tempo dos nadadores na piscina, pois precisa treinar também o ciclismo e a corrida, ou seja, nada duas ou três vezes por semana, em torno de uma hora, qual seria sua melhora se gastasse metade desse tempo em educativos, pernadas e séries de peito ou costas? Eu não estou dizendo que triatletas devem ignorar a técnica na água, mas quando falamos de natação no triathlon, precisamos consideras aspectos como águas abertas, roupa de neoprene, atletas do seu lado, ou seja, várias variáveis que irão determinar o tipo de técnica mais eficiente para o triathlon, específica para nosso esporte, ela é uma combinação de pouca pernada, elevado ritmo de braçadas, e o aspecto mais importante, força em sua puxada. Pense nisso em seu próximo treino de natação, onde você vai gastar seu tempo, tentando ficar com um estilo mais bonito, ou trabalhar em forma física e força, que é o que realmente irá melhorar sua performance na prova.

Com o ciclismo, a metodologia é a mesma. Todos nós sabemos dos feitos de ciclistas como Lance Armstrong, que pedala em uma cadência de 110 e parece nem estar fazendo força, dominou a principal prova de ciclismo do mundo, e a cadência foi sempre um ponto que chamou atenção, então todos atletas, ciclistas e triatletas começaram a copiá-lo, afinal, ele deve estar fazendo algo certo para andar tão rápido em cima de uma bicicleta.

Mas precisamos lembrar que o Lance não nadou forte antes de subir na bicicleta, que seus batimentos não estão perto do máximo, e o máximo que ele irá correr, é dos repórteres, nada de 10km ou maratonas a frente. Lembre-se que diversos ex-ciclistas profissionais, ex-participantes do Tour de France, participaram de provas de ironman, e com raríssimas exceções, eles fizeram tempos na bike intermediários em relação aos triatletas profissionais, e nunca conseguiram um resultado final de expressão.

Além da influência de ciclistas e da mídia, triatletas ainda tem que enfrentar os amigos dos longos no final de semana. Pedalar com cadência alta é uma cultura que por incrível que pareça, você vai ser questionado sobre sua cadência baixa, e vão tentá-lo convencer a todo custo de entrar para a “religião do spinners”, mesmo se você tiver a percepção (correta!) que pedalar com uma cadência mais baixa é mais natural, mais eficiente e você tem mais controle em conformo na bicicleta, em suas pernas, sistema aeróbico e mesmo assim consegue desenvolver uma velocidade decente.

Isso é exatamente o que estamos procurando em uma prova de triathlon. O ciclismo tem como objetivo, abaixar seus batimentos da natação e te levar a segunda transição em um tempo razoável, para que você saia pra correr com batimentos baixos, use um diferente estímulo de fibras musculares em suas pernas (mais descansado!) e pronto para correr o que você é capaz. Nada de ficar sem entender porque você corre tão bem em treinos, mas não consegue boa performance na corrida do triathlon.

E uma corrida boa no triathlon não significa correr rápido! Um bom triatleta amador corre dez quilômetros em quarenta minutos, esse ritmo é o aquecimento de corredores decentes, já nas provas de Ironman, fica tudo ainda mais claro, um excelente triatleta tem dificuldades de baixar da marca de três horas e trinta minutos na maratona, o que serve de alerta para você repensar o tipo de treino de velocidade necessário em seu programa, que deve ser em sua maioria, séries compensatórias dos treinos longos, que irão desenvolver eficiência no ritmo e técnica da corrida no triathlon.

Portanto, na próxima vez que pensar em ajustar sua técnica em algumas das modalidades, ou iniciar um diferente programa de treinamento, tenha certeza que não é algo isolado e que considere a realidade e requisitos do triathlon, afinal o que realmente conta é o tempo que aparece em sua foto de chegada!

Bons Treinos!
Vinicius Santana, Coach ironguides


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Vídeo: Desafios são parte de sua preparação

Aqueles treinos que você não conseguiu fazer por problemas de: (saúde, trabalho, tempo, etc – insira um motivo legítimo aqui…), são parte de sua preparação. Todos atletas lidam com isso. Esse vídeo explica como entender que a preparação que não foi perfeita, na verdade, foi perfeita sim…Bons treinos e boa prova.

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O desafio do treinamento no calor

Estamos nos aproximando do auge do verão no hemisfério norte e a temporada das provas de Ironman está a todo vapor com grandes corridas acontecendo semana a semana. Como se apenas um Ironman não fosse desafiador o bastante, é comum nos depararmos nessa época do ano com desafio extra, já que as condições climáticas extremas podem gerar demandas extras do corpo do triatleta, que já sofre com treinamento e recuperação.

Muitos atletas veem uma queda repentina no desempenho nessa época do ano. Tal redução tende a coincidir com uma perda de motivação, justamente quando temos que estar mais motivados com a chegada das principais provas.

A razão de vermos esse declínio é que não ajustamos o treinamento, a nutrição e os métodos de recuperação de maneira que reflita as mudanças nas condições climáticas que enfrentamos nos treinos.

O corpo humano é desenhado para trabalhar melhor em um pequeno intervalo de temperatura e, enquanto podemos colocar mais roupas para lidarmos com temperaturas mais frias, não há muito o que se fazer em altas temperaturas para regular a temperatura corporal. Treinar no calor sempre será muito desgastante para nossos corpos e nós temos que trabalhar duro para mantermos corpo em temperatura adequada. Isto, pois quando o cérebro sente um aumento da temperatura central, começa a tentar diminuir a atividade dos músculos para proteger o organismo.

Se ignorarmos esses sinais para parar ou diminuirmos o ritmo, nosso corpo pode sofrer uma hipertermia. Uma vez que isso ocorre, o corpo irá lembrar e sempre se “desligar” mais cedo em dias quentes com o objetivo de se preservar. A falta de motivação que já citei é o resultado de colocarmos continuamente nossos corpos em perigo nesses ambientes quentes.

Com os principais eventos ocorrendo nessas condições, o que precisamos fazer para minimizar esses riscos durante o treinamento?

Em primeiro lugar, temos que tentar treinar nos horários mais frescos do dia, quando o efeito solar é mais baixo. Isso significa evitar o sol do meio do dia e de preferência mudar qualquer sessão mais forte para de manhã cedo; o que é bom já que precisamos que nosso corpo esteja preparado para isso no dia da prova.

Enquanto alterar o horário dos treinos é possível para alguns atletas, essa não é sempre a solução para todos. Nesse contexto, é preciso que se busque alternativas para reduzir a exposição ao calor e ao estresse provocado pela exposição ao sol. Uma solução é realizar as sessões de alta intensidade indoor. Para isso, o rolo e a esteira são excelentes opções para que se tenha treinos de qualidade em um ambiente controlado.

Além disso, a escolha das roupas sempre produz grande impacto caso não tenhamos opção do treino indoor. Houve recentemente um grande aumento de roupas desenhadas especialmente para a pratica de exercícios nos dias mais quentes: materiais leves que visam proteger a pele dos raios solares e refletir o calor. Se você sofre no sol, então escolher uma roupa que cobre uma parte do corpo maior, expondo o mínimo de pele possível é o melhor a ser feito. Apesar disso, nossos instintos nessas condições é vestir o mínimo possível, pois inicialmente nos sentimos menos quentes. A realidade, porém, é que se cobrirmos o peito e os ombros em treinos de endurance no sol, teremos melhor desempenho e recuperação.

Outro truque com a vestimenta é colocar as roupas em água antes de vesti-las para o treino. A roupa molhada irá o resfriar no início da sessão e conforme ela se desenrola, é interessante que a mantenha molhada.

O treinamento no calor não é o único desafio, pois a recuperação após a sessão é uma grande parte do treino em ambientes extremos. Treinar nesses ambientes aumenta a temperatura corporal central e a nossa meta ao terminar qualquer sessão deveria ser baixar essa temperatura para níveis normais o mais rápido possível. Muitos de nós terminam o treino e seguem a vida normalmente, sentindo calor, suando e desconfortáveis por longos períodos.

Um banho gelado após o treino é uma excelente forma de reduzir rapidamente a temperatura, voltando às condições normais. Você não precisa de uma banheira de gelo para fazer isso, apenas água gelada do chuveiro é o bastante para o que proponho para que fique pronto para o resto do dia.

Se está com pressa e um banho não é possível, então colocar sacos de gelo nos ombros, na parte anterior das coxas ou em qualquer outra área com grande fluxo sanguíneo. Dessa forma, conforme um aporte significante de sangue flui, o gelo rapidamente diminui sua temperatura, o que reduz a temperatura corporal.

A nutrição é outra área em que temos que focar quando treinamos no calor. Nossos corpos perdem muito mais sais nessas condições devido às altas taxas de suor conforme tentam se manter em temperatura adequada para o funcionamento. Atletas de ironman em geral tendem a seguir estilos de vida saudáveis. Como comer é uma área desse estilo de vida, tendemos a cozinhar refeições saudáveis e nosso foco definitivamente é em comida não processada. O problema é que constantemente recebemos conselhos de profissionais de saúde e de órgãos governamentais para que consumamos menos sal, logo, raramente colocamos mais sal enquanto cozinhamos.

Se estamos treinando em condições quentes e suando, precisamos repor todos os sais que perdemos. Nosso corpo possui uma reserva de sais e, uma vez que ela se aproxima do fim, temos problemas que afetam a performance e, de forma mais séria, nossa saúde em geral.

Sinais de que níveis de sal estão baixos começam com falta de motivação, pequena tontura e baixos níveis de energia durante o treinamento, progredindo para câimbras, náusea e confusão geral. Esses sinais são vistos por alguns atletas como um símbolo de que estão treinando forte e bem, mas a realidade é que os estoques de sais estão bastante próximos do fim.

É comum que atletas comecem a falar que estão em overtraining ou com grande fadiga quando se sentem daquela forma, mas apenas repor os estoques de sais corporais pode levara uma mudança da noite para o dia e os treinos podem voltar ao normal.

Eu acho que atletas sempre buscam maneiras saudáveis de fazer isso e especialmente pensam em repor seus estoques por meio de bebidas isotônicas. No entanto, essa não é a melhor solução, já que o corpo parece se recuperar muito mais rápido quando os sais são ingeridos com comidas solidas. Adicionar, portanto líquidos à essa equação pode apenas piorar seu quadro.

Além disso, comida feita em casa com pouco sal não irá te curar. Você precisa de comida com altos níveis de sais para te trazer “de volta a vida” rapidamente. Eu acredito que fast-food de comida chinesa, que é sempre criticada na imprensa pelos seus altos níveis de sal é a melhor opção para que atletas votem aos treinos com qualidade o mais rápido possível.
Às vezes é preciso ouvir o corpo. Como atletas, as vezes restringimos o consumo de alguns alimentos e ignoramos necessidades por certos nutrientes. Após um ironman, é quase universal que atletas tenham a necessidade de consumir alimentos ricos em sal e carboidratos. É exatamente isso que o corpo precisa e o que deveríamos dar a ele após exercícios de endurance no calor!

Treinar e competir em ambientes extremos é parte do nosso esporte e com um pouco de planejamento podemos prosperar nessas condições, com desempenho máximo em treinos e competições.

Desfrute de seus treinos!
Alun Woodward, treinador ironguides

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Vídeo: Esclarecendo perguntas frequentes planilhas triathlon ironguides

Como fazer a progressão em cada treino da planilha de triathlon ironguides?


Qual a frequência dos treinos e vai ser compatível com minha rotina?


Como ajustar a estrutura da planilha?


Como interpretar os treinos da planilha?

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Vídeo: Treino para melhorar técnica do ciclismo no triathlon

Apesar do ciclismo ser a modalidade menos técnica do triathlon, ainda assim é possível desenvolver sua habilidade em cima da bike. O treino explicado no vídeo abaixo irá lhe ajudar com sua técnica de pedalada.


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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Mude o foco de seus treinos

É comum vermos atletas treinando como se cada treino fosse a única oportunidade de melhorar sua capacidade aeróbica. A constante exposição a informações publicadas em revistas e na internet, que tem o foco neste aspecto de como melhorar sua performance, e que apesar de ser o mais importante deles, não é o único, e caso você tenha intenções atingir o máximo de seu potencial, é preciso mudar o foco de seus treinos pois existem outros objetivos e sistemas a serem trabalhados além da melhora da capacidade aeróbica.

Atletas amadores precisam entender que devido a limitações de tempo disponível para treinos, simplesmente pelo fato de terem mais compromissos profissionais, sociais e familiares se comparado a atletas profissionais, tem como prioridade executarem aqueles treinos que lhe darão um maior benefício por hora treinada. Mas qual a melhor maneira de atingir esse objetivo?Se você tem apenas de seis a dez horas por semana disponíveis para treinar, como melhorar ainda assim sua performance nas provas?

Vamos começar por entender que atingir seu potencial máximo em termos de genética é quase impossível, quase ninguém, nem mesmo grande parte dos atletas profissionais conseguem chegar naquela situação. Vários outros fatores aparecem no caminho deste processo para o atleta amador ou profissional, seja circunstâncias relacionadas com circunstâncias e estilo de vida, que envolvem tempo para treinos, finanças, condições e locais para treinar, passando pela parte física, onde lesões ou demais problemas de saúde podem ser um empecilho, e por último, mas não menos importante a parte mental, de motivação e dedicação para atingir o ponto máximo.

Como um atleta amador, você não deve buscar um programa de treinamento que irá lhe transformar em um campeão com volume de treino limitado, pois isso não existe. O que você busca, é um programa de treinamento no qual o resultado é uma melhor performance do que outras opções de treinamento com o mesmo volume. Esse é o objetivo e suas escolhas devem ser baseadas nisso.   Por exemplo, vamos analisar dois treinos de quarenta minutos de corrida em dois programas de treinamento com diferentes metodologias.

O primeiro prescreve quarenta minutes em sua zona dois. Você sai, corre, corre e corre. Pronto. Qual foi o benefício desse treino? Quarenta minutos de treino aeróbico e nada mais.   O segundo treino prescreve 40 minutos na esteira totalmente plana, com os ultimos vinte minutos em seu ritmo de prova. O segundo treino lhe gera um maior ganho aeróbico pelo aumento de esforço na segunda metade, mas vamos analisar mais de perto outros benefícios desse treino.

Você está correndo em uma esteira plana por um motivo, se você correr na mesma carga aeróbica na rua não vai conseguir atingir a mesma velocidade do que na esteira, o que significa que correr na esteira irá estimular o recrutamento de seus sistema nervoso e muscular em uma maior velocidade, ou seja, você está tendo um benefício biomecânico para correr mais rápido enquanto o benefício aeróbico acontece de qualquer maneira.

Resumindo, os treinos um e dois geram o mesmo benefício aeróbico, mas utilizando a esteira no treino dois você aprende a correr mais rápido sem qualquer estresse aeróbico extra em seu sistema.

Desta mesma maneira, você também pode estruturar treinos de natação e ciclismo que geram o benefício da melhora aeróbica mas que ao mesmo tempo trabalham outros sistemas. Procure entender quais sistemas estão sendo trabalhados em seus treinos atuais, são multiplos benefícios por treino? Ou o foco é apenas na carga aeróbica? Pensando assim, você consegue mudar seu foco de buscar apenas o benefício aerobico e consegue melhorar em demais aspectos de sua performance, seja técnica, força, velocidade, ou tolerância a   lactato, o que consequentemente lhe traz uma melhor performance nas suas competições sem qualquer volume adicional de treino!

Bons Treinos!
Vinícius Santana

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Vinicius Santana, Coach ironguides

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Vídeo: Estique seu braço na recuperação e nade mais rápido

Introdução

Se você já competiu em um triathlon, sabe que a natação é muito diferente do que você encontra em uma piscina. Marolas que lhe freiam e aumentam a resistência de seu nado, outros atletas que dividem seu espaço, navegação e respiração frontal são alguns exemplos que aumentam o desafio de se nadar com uma técnica suave. Por esses motivos, uma natação rápida na piscina, não necessariamente resulta em uma natação rápida em um triathlon, pois além de um condicionamento específico na água, nadar em águas abertas requer experiência e técnica específica.

Esse artigo explica os benefícios de uma técnica bastante controversa utilizada na natação, principalmente em provas em aguas abertas e de triathlon, a recuperação com os braços esticados, também conhecida como “cata vento” já que a combinação do braço reto com uma maior frequencia de braçadas pode lembrar um cata-vento. A técnica oposta é o nado livre tradicional, quando na recuperação da braçada o cotovelo é dobrado e fica mais alto do que a mão, que corre rente a superfície da água.

 

Benefícios

Entender os benefícios é uma parte fundamental na mudança de sua técnica, pois para quem vê de fora, esse tipo de nado parece ser mais cansativo e menos suave do que o nado livre tradicional com dos cotovelos dobrados. Os pontos abaixo são alguns dos benefícios mais relevantes da recuperação com braço esticado para triatletas.

Ajuda seu lado mais fraco

Respire para seu lado mais forte. Geralmente se você é destro, seu lado direito será mais forte portanto respire para a direita todo ciclo de braçadas, e então quando você adiciona a recuperação com braço esticado, você tem essa recuperação forte e agressiva, ao mesmo tempo que seu lado mais fraco, o esquerdo faz a puxada, sendo assim sua recuperação auxilia seu lado esquerdo na hora da puxada. Entenda que seu nado não será nem parecerá simétrico, e isso é algo esperado.

Menos pernada significa um ciclismo e corrida mais rápido

Ao eliminar seu deslize e aumentar sua frequencia de braçadas, você não irá mais precisar de uma pernada forte para manter sua inércia, isso lhe economizará energia tanto das pernas como uma menor frequencia cardíaca, resultando assim em mais energia para o final da prova. A não ser que você venha da natação com muitos anos de experiência, pernada não é uma forma real de propulsão, uma maneira para testar esse argumento é realizando um teste contra o relógio de 200m com uma prancha, você vai entender o quão desgastante a pernada pode ser e seu tempo final será muito lento. A pernada deve ser suave e em 2 tempos (por ciclo de braçada), apenas para lhe ajudar com o ritmo de braçadas e coordenação

Adaptação mais fácil no wetsuit

Nadar com o wetsuit se torna muito mais fácil quando a recuperação tem o braço esticado. De uma maneira geral, a roupa de borracha cria uma resistencia na região do cotovelo o que faz com que o atleta seja forçado a nadar com uma angulação do cotovelo mais aberta de qualquer maneira, e se o único dia em que você irá nadar daquela maneira é no dia da prova, você não estará acostumado e seu nado ficará desequilibrado.

Facilita Navegação e nadar em linha reta

Boa parte dos triatletas cruzam a linha do ombros na entrada das mãos na água, o que é agravado em caso a respiração seja bilateral, isso resulta em um nado “zig-zague”. Ao fazer a recuperação com o braço esticado você elimina a angulação do cotovelo o que torna quase impossível a cruzada da linha do ombro, pelo contrário, sua mão entrará na água mais afastada do centro (linha da cabeça) o que lhe proporcionará mais equilíbrio e estabilidade. Como uma analogia, visualize um circo onde alguém irá andar na corda bamba, esses artistas abrem os braços para aumento de equilíbrio, agora visualize a mesma corda bamba com alguém andando sobre ela de braços cruzados, não é possível.

 

Pontos chaves da recuperação com o braço esticado

Acabe com o deslize:

O deslize em águas abertas não é ideal desde que para que ele seja funcional é preciso de uma forte pernada para sustentar sua velocidade durante o “ponto morto” de sua braçada, além disso vimos também que triatletas em sua maioria não tem uma forte pernada devido a uma falta de experiência com essa parte técnica, além de tornozelos poucos flexíveis que é um resultado dos treinos de corrida, e por fim, uma pernada forte usa energia específica da musculatura da perna além do aumento da frequencia cardíaca. Essa combinação torna a alta frequencia de braçada um estilo obrigatório enquanto nada, os outros benefícios são resultado de uma técnica mais eficiente em águas maroladas.

Lado da respiração: Trave e Gire

Quando sua mão estiver saindo da água ao final da remada, trave seu cotovelo a medida que seu braço sai da água. Quando sua mão entrar na água a sua frente, gire seus ombros para aproveitar ao máximo a puxada de cada braçada

Lado oposto da respiração: Mais relaxado e aberto

Respirar todo ciclo de braçada para seu lado mais forte irá gerar um nado assimétrico, por essa razão, seu quadril irá girar somente para o lado da respiração. Visualize que seu umbigo irá apontar em direção a parede no lado da respiração, porém no lado em que você não respira, você não deve girar tanto, sendo assim seu ombigo irá apontar somente para o fundo da piscina com uma pequena angulação para o lado oposto da respiração.

Seja ligeiro

Auto-conhecimento é fundamental ao experimentar essa mudança em sua técnica de nado. Concentre-se em uma forte puxada e seja ligeiro com seus braços. Você quer ter certeza que está mantendo seus braços o mais firme possível para resultar em uma forte remada e rápida recuperação.
Argumentando contra o senso comum e sendo controverso

Se você treina em uma piscina pública, um clube ou com amigos, um resultado na mudança de seu estilo de nado é praticamente certo, pessoas irão comentar sobre ela, afinal não é um nado suave e vai contra quase tudo que é senso comum quando se fala em técnica de natação, a respiração é apenas para um lado, o nado é assimétrico, espirros de água são parte do nado. Precisamos aceitar e entender que é um nado feio!

O problema é que a partir do ponto que várias pessoas conversam com você sobre o assunto e lhe falam que o que você está fazendo é errado e que você deve voltar ao nado livre tradicional, isso irá afetar sua confiança na mudança e os resultados não serão os mesmos de alguém que está 200% confiante no processo. Se os benefícios explicados acima não são suficientes para lhe convencer (e a seus amigos) que você irá nadar mais rápido como triatleta e em águas abertas, você pode também observar alguns resultados de nadadores de piscina que utilizam a mesma técnica de recuperação com o braço esticado. Os exemplos abaixos cobrem todas as distâncias, sexo e perfis de eventos de natação e triathlon, é possível ser um campeão mundial ou olímpico utilizando essa técnica.

Triathlon Feminino: Joanna Zeiger (4th Lugar Olimpíadas 2000, 5th Lugar Ironman Hawaii 4 semanas depois & Campeã Mundial de Ironman 70.3 em 2008)

Triathlon Masculino: Harry Whitshire (um dos melhores nadadores do circuito da ITU) é o garoto propaganda para a recuperação com braços esticado.

Natação em Piscina – Velocista: Eamon Sullivan (Campeão Mundial & Olímpico e antigo recordista dos 200m livre em 47.05 no ano de 2008)

Natação em Piscina – Meia Distância: Michael Klim (Campeão Mundial e Olímpico 200m nado livre)

Natação em Piscina – Fundista: Janet Evans (Campeã Mundial e Olímpica, seu recorde nos 800m livre 8’16”22 durou 19 anos!)

Agora você tem argumentos caso um professor de natação local ou amigo tenta lhe convencer que a recuperação com braços esticados não resulta em um nado rápido. Como argumentar com os resultados acima?

 

Como fazer a transição para essa nova técnica?

Você está decidido a tentar incorporar essa técnica em seu nado, mas qual a melhor maneira de mudar?

Mantenha seus treinos, séries e tiros, curtos.

Ao fazer tiros curtos (de 25m a 200m) com um intervalo rápido entre cada um (5-20seg), você mantém uma melhor técnica e velocidade ao longo do treino, porém o descanso entre cada um não é longo suficiente para deixar sua frequencia cardíaca cair de maneira significante. O resultado é que fisiologicamente você tem os mesmos benefícios aeróbicos e de endurance muscular de um treino contínuo, porém você o fez mais rápido e com uma melhor técnica, ensinando seu corpo aos poucos o que um dia será seu padrão.

Use e abuse das ferramentas de treinos:

Elásticos ao redor dos tornozelos: Prender seus tornozelos um ao outro com uma tira elastica (geralmente uma camara de ar de bicicleta) é uma excelente maneira de acabar com o ponto morto de sua braçada (também conhecido como deslize) e força-lo a acelerar a frequencia de suas braçadas caso contrário você literalmente irá afundar! Ajuda também a lhe deixar mais consciente de toda sua braçada, pois você ira precisar ser eficiente em todo momento de propulsão. Seu ritmo de pernada será em dois tempos, pois sua pernada será limitada.

Palmar: Recomendamos o Palmar da marca Tyr e modelo Catalyst, ou nacional o palmar Power da Fiori. Em relação ao tamanho, tenha preferência para os menores, PP para iniciantes (ex: mais lentos do que 25min em 1.500m) e/ou com um biotipo pequeno, e tamanho P para atletas mais altos ou mais velozes (abaixo de 25min em 1.500m)

Pulbóia: O principal objetivo da pulbóia em treinos de natação para triatletas, é aliviar o sofrimento que a natação oferece somente com o ato de se manter na superfície da água, sem essa parte, você pode focar no que realmente interessa, aprender a nova técnica de realizar a recuperação fora d’água com os braços esticados além de se preocupar com a entrada e puxada. Além disso a pulbóia simula o uso do wetsuit, ajudando na flutuação, ou até mesmo simulando a flutuação extra que você tem quando nada no mar se comparado a piscina.

Compromisso: Caso você tenha problema em adaptar-se a esse novo estilo, comprometa-se em tentar por ao menos três meses e duas provas em águas abertas antes de desistir e voltar a técnica tradicional. Assim como qualquer mudança ou resultado de treinos, não tenha medo de dar um passo para trás, se isso significa dar dois passos a frente em um futuro próximo.

 

Assista o video completo no portal Mundotri, clique aqui:

 

Por Vinícius Santana, ironguides.com.br créditos do video Wagner Araujo mundotri.com.br

 

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